Trabalhadores Falar de trabalho é falar de identidade. É entender que cada esforço carrega propósito e constrói caminhos. O trabalho que move o Brasil tem endereço, pulsa em Santos, cidade que dita o ritmo da Baixada Santista e sustenta sua dinâmica. A força nasce no Porto e se espalha pelo comércio ativo, pelos serviços que mantêm a rotina viva, pelo turismo que valoriza sua história e pela construção civil que molda seu crescimento. Mas é nas pessoas que está o verdadeiro movimento. Gente que levanta cedo, enfrenta desafios e segue firme. Histórias discretas, mas essenciais. São essas mãos que constroem, conectam e fazem a região avançar todos os dias. O reconhecimento é para cada trabalhador que transforma esforço em realidade e dá sentido a tudo isso. Jorge Fernandes - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mobilidade (1) No trânsito de Santos, as infrações continuam correndo à revelia, pois reprimir e orientar deve ser desgastante, ficando mais fácil multar e guinchar. Vamos a alguns exemplos de absurdos que vemos todos os dias sem uma solução pelos agentes de trânsito: veículos sem a mínima condição rodando livremente pela cidade; reboques sem placas, sem iluminação e com cargas mal amarradas; motocicletas rodando com farol apagado e sem luz de placa; motos paradas entre carros, impossibilitando a saída da vaga; veículos parados em vaga de idoso e deficiente; e veículos em geral com som alto e escapamento aberto. Mauro Jorge de Carvalho - Santos Mobilidade (2) Em 21 de abril, voltei de viagem de Serra Negra (SP), onde passei o feriado. Assim como em outras oportunidades, iniciei a viagem cedo para poder utilizar a Rodovia dos Imigrantes na descida a Santos. Ocorre que, nesta data, fecharam a pista antes e sofremos com um congestionamento monstruoso na interligação com a Via Anchieta, disputando espaço com enormes caminhões. Algo injusto a quem paga pedágio. A Ecovias, com uma simples tomada de decisão, poderia destinar uma pista da Anchieta para descida de automóveis e outra para ônibus e caminhões. Sugiro à concessionária que adote essa sugestão. Sergio Domingos Salaro - Santos Higienismo “Olha essa sujeira”, diz uma moradora ao filmar um homem dormindo sobre sua carroça. A frase é direta. E revela mais sobre quem fala do que sobre quem é filmado. O que aparece ali não é apenas incômodo com a cena, mas uma lógica: transformar o outro em problema a ser removido. No discurso, a cobrança recai sobre o poder público, como se a função fosse limpar o que incomoda — não lidar com a complexidade do que está posto. O homem deixa de ser sujeito. Vira obstáculo. Vira “cheiro”, “sujeira”, algo fora do lugar. O higienismo começa assim: não com políticas, mas com percepções. Quando a humanidade do outro desaparece, qualquer solução parece aceitável — desde que devolva conforto a quem observa. Ricardo Murça - Santos Tarcísio e o ciclo O governador Tarcísio de Freitas interpreta uma decisão do Senado tomada na semana passada como o fim do ciclo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ledo engano, governador. Essa decisão está ancorada em premissas pouco republicanas e convergentes entre si. A primeira delas foi, e continua sendo, a não abertura da CPI do Banco Master. Trata-se de um episódio cuja rede de envolvidos alcança o núcleo de seus aliados políticos mais relevantes. A outra está igualmente ligada ao mesmo caso: Jorge Messias seria herdeiro dos processos que envolvem o Banco Master, expondo responsabilidades que hoje permanecem protegidas. A observação não parte unicamente de percepção pessoal; decorre dos fatos e das consequências das decisões tomadas pelo Senado. Desejo ao governador boa sorte, pois vai precisar. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos