Querer é poder Diz o ditado que querer é poder! Mas é preciso saber querer. A palavra “querer” tem sentido rigoroso e exato. Representa uma ação consciente. Querer envolve ação, mas devemos ter controle racional do que se quer para que não sejam empregados gastos demasiados de energia naquilo que ultrapassa a barreira do que é ilógico e represente um contrassenso. Já a palavra “vontade” significa a manifestação de um impulso ou sentimento. A inteligência, o raciocínio e a vontade são atributos, sendo a inteligência a base do raciocínio. Logo, o que se almeja e deseja na vida também deve ser filtrado pela razão, com sensatez e com equilíbrio psíquico. Toda pessoa raciocina porque o raciocínio é atributo do espírito, mas é preciso saber raciocinar com acerto, usando a lógica, a ponderação, o bom senso, a coerência, saber esmiuçar, dissecar, ir até a raiz mais profunda dos fatos e aparar até a última aresta, não deixando pairar nenhuma dúvida, cercando-se das certezas que resultaram do estudo em questão. Raciocinando adequadamente o ser humano alcança a compreensão dos fatos e tem menos chance de errar na tomada de suas decisões e no uso do seu livre arbítrio. Rute Helena Macário - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Atentado O atentado de 2018 mudou a história da política brasileira. O próprio Jair Bolsonaro já admitiu que a facada foi decisiva para sua vitória, ao gerar uma grande onda de solidariedade e dominar o noticiário da época. O problema é quando um ato de violência deixa de ser um fato do passado e passa a ser usado como um recurso eleitoral permanente. A cada nova eleição ou crise política, o assunto volta à tona sem que nenhuma prova ou fato novo seja apresentado. A grande questão em 2026 não é mais saber quem foi Adélio. A verdadeira pergunta é: por que a facada continua sendo tão útil para o discurso bolsonarista? E por que essa história ganha força justamente agora, quando um dos filhos do ex-presidente lança sua pré-candidatura ao Senado? Quando um fato antigo é repetido sem nenhuma novidade, a dúvida é inevitável: estamos diante de uma busca sincera por justiça ou de uma estratégia para emocionar o eleitor e tentar repetir o sucesso do passado? Gilberto Pereira Tiriba - Santos Transporte público O transporte urbano no Brasil segue uma lógica curiosa: prioriza o individual em detrimento do coletivo. Durante décadas, políticas de crédito estimularam a compra de veículos. Hoje, os aplicativos ampliaram ainda mais o acesso ao transporte individual. Nem é preciso possuir um carro para que mais um automóvel ocupe as ruas. Enquanto isso, os ônibus permanecem lentos, desconfortáveis e pouco atrativos para boa parte da população. O resultado aparece diariamente nos horários de pico: ruas congestionadas, dificuldade para estacionar e uma mobilidade cada vez pior. A ironia é que o excesso de veículos prejudica a todos. O transporte individual não anda e o coletivo também não. Se queremos cidades mais eficientes, o transporte público precisa deixar o discurso e de ser a última opção e voltar a ser prioridade. Ricardo Murça - Santos Entreguistas A direita brasileira sempre foi entreguista, pois foi formada por gente que, desde o colonialismo, só pensava em “fazer a América” quando vinha para cá; jamais em se estabelecer definitivamente. Portanto, nenhum estranhamento em relação aos familiares do ex-presidente quando batem continência para a bandeira americana ou aplaudem ingerências políticas dos ianques, e de seus esbirros, nas eleições e negócios do Brasil. Nós, eleitores, devemos estar atentos a essa gente e repudiá-los nas eleições que se avisinham. Mauro Silva - Santos