<p data-path-to-node="1"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="1">Aves</b></p> <p data-path-to-node="2">Felizmente, a Prefeitura de Santos fez a lição de casa e está informando, através de placas, que os gaviões não são inimigos da população. Estão apenas vivendo e se alimentam de outras aves, inclusive do excessivo número de pombos. Não caçam por esporte e não atacam por maldade, diferentemente de alguns humanos.</p> <p data-path-to-node="3"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="3">Rubem Silva - Santos</i></p> <p data-path-to-node="5"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="5">Punição</b></p> <p data-path-to-node="6">O brasileiro parece acreditar mais na punição do que na educação. Defende mais construir cadeias que escolas. Sempre que surge um problema, a solução proposta é prender mais, aumentar penas, criar proibições ou endurecer regras. Educar exige tempo. Punir produz a sensação imediata de que algo foi feito. O curioso é que mais de 500 anos de punição não eliminaram a criminalidade, a corrupção ou a violência. Talvez porque nenhuma sociedade se transforme pelo medo. Uma população educada tende a precisar de menos coerção. Já uma sociedade que investe pouco em formação cidadã acaba dependente da punição para funcionar. A pergunta é simples: queremos cidadãos ou apenas infratores com medo?</p> <p data-path-to-node="7"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="7">Ricardo Murça - Santos</i></p> <p data-path-to-node="9"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="9">Eleição (1)</b></p> <p data-path-to-node="10">A rapidez da reação internacional diante das urnas ofereceu um diagnóstico definitivo sobre a imagem do Brasil no exterior. De um lado, o colapso de uma estratégia diplomática que reduziu o país ao ostracismo sob Bolsonaro; do outro, a imediata reabilitação de Brasília como nó central das relações globais sob Lula. Os cumprimentos dos chefes de Estado ultrapassaram o formalismo de praxe para atestar a estatura de um governante pragmático, habituado a negociar com as potências globais a partir de uma posição de estrita igualdade e soberania. Ao privilegiar a altivez e a inteligência política, o país recupera sua presença no cenário internacional, relegando a fase de insignificância diplomática a um capítulo superado da nossa história.</p> <p data-path-to-node="11"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="11">Gilberto Pereira Tiriba - Santos</i></p> <p data-path-to-node="13"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="13">Eleição (2)</b></p> <p data-path-to-node="14">No domingo, venceu a democracia e perdeu a barbárie. Lula, com uma ampla maioria de votos, se superou em relação ao 1º turno e será novamente presidente pelos próximos quatro anos. Essa vitória deixará um marco histórico na América Latina, que caminhava para um domínio completo dos EUA de Trump, com o Brasil se tornando de novo um quintal deles. A partir desse resultado, talvez não só na América Latina, como em todos os povos, haja uma reflexão em relação à extrema-direita, que só trouxe ódio, guerras e incertezas onde venceu. A virada mundial contra a barbárie está acontecendo e começou por aqui.</p> <p data-path-to-node="15"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="15">Antonio Sergio De Jesus - São Vicente</i></p> <p data-path-to-node="17"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="17">Eleição (3)</b></p> <p data-path-to-node="18">Fiquei frustrado com o resultado eleitoral, mas mesmo assim ainda não perdi a esperança de um Brasil melhor. Há utopia de que Lula, no exercício do próximo mandato, esqueça os passeios e priorize o Brasil.</p> <p data-path-to-node="19"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="19">Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES)</i></p> <p data-path-to-node="21"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="21">Eleição (4)</b></p> <p data-path-to-node="22">Democracia vai além das urnas. Ela se revela no cotidiano, no emprego que sustenta uma família, na segurança dos filhos, na educação e na esperança de quem luta por uma vida melhor. Toda escolha política carrega expectativas, mas é o tempo que revela seus efeitos. Educação melhor, mais segurança e oportunidades são medidas concretas do caminho que um país escolhe seguir. Governar exige responsabilidade, decisões coerentes e compromisso com todos, inclusive com quem pensa diferente. A maturidade democrática começa quando compreendemos que divergências não precisam nos dividir como sociedade. Afinal, o futuro do país é uma construção coletiva. Mais importante do que as promessas é a realidade que construímos. O verdadeiro sentido da política está na vida das pessoas e no país que deixaremos para as próximas gerações.</p> <p data-path-to-node="23"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="23">Jorge Fernandes - Santos</i></p>