(Rogério Santos) Revisão de gastos O Brasil é um país sui generis, pois estamos entre as nações com pior distribuição de riqueza, apesar de sermos a oitava economia global. A contradição não para por aí: ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que vão ao exterior e aproveitam para assistir a partidas de tênis com seus seguranças, tudo isso com diárias que chegam a R\$ 5 mil e faturas totais acima dos R\$ 300 mil. Recentemente, tivemos a posse da nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cerimônia com mais de 300 convidados, todos felizes e fazendo as bajulações de praxe. Quem paga esta conta? E tem mais: basta utilizar a Rodovia dos Imigrantes e ver o impressionante número de carros oficiais nas duas pistas. Por que não fazer com que cada usuário de veículo oficial trabalhe com o carro particular ou de ônibus, como em qualquer país evoluído? É preciso acabar com a gastança desenfreada dos recursos duramente pagos pelos contribuintes, sob pena de sermos comparados ao período das festas monarcas do Castelo de Versalhes e, lá como cá, a miséria continuar imperando. Elias Carneiro Jr. - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Santos FC Apesar das seguidas derrotas que deixam os torcedores pessimistas quanto à pretensão da volta à elite do futebol brasileiro, é preciso que a torcida santista tenha um pouco mais de paciência e continue a apoiar o time. Até porque, apesar de tudo, a nossa posição na tabela ainda nos faz sonhar e existe tempo e espaço suficientes para a reabilitação. O que se espera é que o presidente Marcelo Teixeira não siga a exemplo da mandatário anterior, que ao invés de reforçar o time demitia os técnicos, ficando tudo na mesma. Essa estratégia serviu apenas para aumentar as dívidas do clube, com os pagamentos de multas aos ex-treinadores, o que no fim das contas o fez ficar conhecido como o presidente que levou o Santos para o primeiro rebaixamento de sua invejável história. Orlando Machado - Santos Lei de licitações Com vasta experiência na área, ouso discordar do artigo que enaltece a nova lei de licitações. A meu ver, a cada nova lei, o ordenador de despesa fica nas mãos dos maus fornecedores. E pior: o comércio local, que sempre o ampara, acaba destruído por empresas que de tudo vendem, óbvio que com péssima qualidade. Que voltem as cartas-convite, as tomadas de preço etc. Sempre presenciais, com propostas em envelopes lacrados, de forma simples e objetiva. Vejam o recente caso do arroz importado. De que valeu toda parafernalha burocrática? Luiz Alberto Reis - Santos PEC das Praias Agora, todos os nossos representantes são contrários à PEC que, entre outros pontos e de forma escamoteada, permitiria a privatização das faixas litorâneas, mangues e estuários. Que bom que seja assim, pois não fosse a mobilização da sociedade civil, a grita dos ambientalistas e a indignação da maioria da população, além de não termos mais acessos às praias, aumentaria a degradação desse ambiente. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Vicente de Carvalho Vicente de Carvalho, com sua visão além do tempo, desempenhou papel crucial na preservação das praias de Santos contra a voracidade da especulação imobiliária. Sua resistência contra a privatização dessas áreas foi fundamental para evitar que a paisagem única e preciosa da orla fosse desfigurada por grandes edifícios e palacetes. Enquanto a urbanização avançava rapidamente e os interesses comerciais se sobrepunham ao bem-estar público, sua defesa da faixa de orla praiana se destacou como um ato de coragem e visão de longo prazo. Ao enfrentar os poderosos interesses daqueles que queriam transformar a praia em propriedade privada, Vicente de Carvalho defendeu não apenas um espaço físico, mas também um patrimônio cultural e natural. Sua luta ressoou entre os santistas, que reconheceram a importância de preservar esse recurso compartilhado para as gerações futuras. Graças a ele, os jardins de Santos hoje representam não apenas uma área verde de beleza incomparável, mas também um testemunho do poder da ação coletiva na proteção do meio ambiente urbano. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Endividamento Já faz muito tempo que as loterias da Caixa oferecem jogos com prêmios milionários, mas com mínimas chances de ganho. Os prêmios são acumulados por semanas e quem não acerta a maior faixa disponível ganha valores mínimos. O meu pai sempre dizia: o vício é amigo do ócio. Agora, temos também as chamadas e poderosas bets – vejamos os valores envolvidos no caso do patrocínio do Corinthians, por exemplo. Todas com garotos-propaganda famosos, de grande apelo popular, que sempre enfatizam os ganhos suportados por milhares de perdedores. De que adianta programas como o Desenrola se a nossa população não sabe preservar os recursos para suas famílias? Jason César de Souza Godinho - Santos