[[legacy_image_305516]] Terrorismo e esquerdaQue delícia começar a semana lendo as cartas dos senhores João Paulo C. Vernieri, Jorge de Oliveira Barros e Luiz Vinagre. Concordo 100% com eles e acrescento que ficar no conforto de seus gabinetes acarpetados e aclimatados “vomitando” suas idiotices é muito fácil para esses “intelectuais de esquerda”. Que tal se, ao invés de ficarem “arrotando” sua estúpida valentia, esses mesmos “gênios da raça” se voluntariassem para ir até a zona conflagrada prestar algum tipo de ajuda humanitária? Se algum deles se candidatar, eu pago a passagem. Marcos Mendonça - Santos Equívocos O articulista sr. Arnaldo Pazzeti comete equívoco ao escrever que os indígenas querem mais terra. Não, caro coronel, os indígenas querem restabelecer o que é deles de direito: suas terras tomadas no ferro e fogo. Há no site do MPF o texto “Fases do Processo de Demarcação de Terras Indígenas” que explica como se dá essa demarcação. Falar em déficit habitacional suprimido com o uso de terras indígenas causa espanto. Enviar famílias, literalmente, para o meio do mato não me parece o mais adequado. Existem critérios mais específicos para adensar uma área. Segurança jurídica e proteção à propriedade privada estão na indenização aos posseiros de boa-fé. Já o STF, tão massacrado nos últimos anos, está apenas, e tenho certeza que o coronel também sabe, usando da sua única atribuição: julgar. Lembro que Santa Catarina luta “bravamente” pela expulsão do povo originário Xokleng e o tema é discutido no STF. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Homenagem (1)A Câmara de Santos pretende homenagear o ex-presidente Jair Bolsonaro com a Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas, honraria destinada aos que contribuíram para o progresso da cidade. As justificativas são risíveis e demonstram que os requisitos para sua outorga são ignorados. A coisa virou, com honrosas exceções, pirulito de festa. E marcada por ingratidão em relação a quem, efetivamente, fez muito pela cidade. Exemplo de clareza solar foram as obras do PAC que transformaram o Porto de Santos, com a construção da Avenida Perimetral, a segregação das vias férreas, a demolição de antigos armazéns e a abertura de espaços para a instalação de novos equipamentos portuários e o manejo de contêineres. Hoje, temos um porto continuamente modernizado e ninguém lembra do responsável pelo progresso: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca recebeu sequer um “muito obrigado”. É a mais abjeta ingratidão, que não causa surpresa nesta cidade infestada de “gente” arrogante, atrevida e ignorante. Silvio de Barros Pinheiro - Santos Homenagem (2)Pergunto ao edil Fábio Duarte e aos seus eleitores: o que o vereador fez ou tem feito para o nosso município, além de defender as idéias do ex-presidente Jair Messias? Quais e quantos projetos de lei da autoria do edil foram apresentados até agora? O que Jair Messias fez pela cidade de Santos para receber o título de cidadão santista proposto pelo vereador? Sou solidário ao infectologista Marcos Caseiro, que lutou bravamente pela vida dos infectados pela covid-19 e disse que devolverá a honraria se o ex-presidente for agraciado com o mesmo título que o médico já recebeu. Será que o vereador e seus colegas de Casa são santistas de verdade? Carlos Roberto Brasilício - Santos Homenagem (3)Jair Bolsonaro proferiu discursos que incentivaram a transmissão do coronavírus, desprezou a sobrevivência de idosos e pessoas com comorbidades, sugeriu que a população se colocasse em risco ao abrir mão de máscaras, promoveu notícias falsas sobre o tratamento precoce da doença e atrasou a compra de vacinas. Teve seus ministros investigados por corrupção ativa, apoiou tentativa de golpe e foi julgado inelegível. A Câmara de Vereadores de Santos considera homenagear esse homem. Um dos 2.666 mortos por covid-19 na cidade foi meu pai. Pela memória dele e de mais de 706 mil brasileiros, relembro que Bolsonaro não merece homenagem com medalha, e sim responsabilização penal. É vergonhosa e violenta a atitude daqueles representantes do Poder Legislativo santista que zombam do luto de milhões de pessoas. Fernanda Natasha Bravo Cruz - Santos A história se repete O Governo Federal preparou aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar brasileiros que viviam em Israel. Com a escalada da violência na região nas últimas semanas, milhares de brasileiros pediram à Embaixada seu retorno. Com isso, entendo que mais uma vez a história se repetiu: mau uso do dinheiro público. E o que é pior, beneficiando quem não contribui para os cofres públicos. Não se trata de ser indiferente à angústia e à dor provocadas pelo conflito. É que estamos cansados de ver nossos impostos custearem passagens aéreas de pessoas que saíram daqui porque acharam que o Brasil não lhes era bom o suficiente. Daniel Gomes - São Vicente