<p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.502515" attr-version="policy:1.502515:1771542380" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.502515/image.png?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">(FreePik)</span></p> <p data-end="12" data-start="0"><strong data-end="12" data-start="0">Carnaval</strong></p> <p data-end="650" data-start="14">O assunto de muitos políticos é a escola de samba de Niterói que homenageou Lula na Marquês de Sapucaí. Se deixar, isso será tema para a turma da direita colher assinaturas e abrir mais uma CPI. A mesma turma que é contra isenção de IR, taxação dos bilionários e bets, aumento do salário mínimo, escala 5 X 2 e investigações dos amigos pegos com malas de dinheiro escondidas em guarda-roupas. Escola de samba homenagear Lula? Nem pensar, é crime. Tudo o que foi mostrado pela escola de samba no desfile retratou bem a triste história que passamos naqueles seis anos (dois do Temer e quatro do Bolsonaro, que agora está lá na Papudinha).</p> <p data-end="694" data-start="652"><em data-end="694" data-start="652">Antonio Sergio de Jesus – São Vicente SP</em></p> <p data-end="708" data-start="696"><strong data-end="708" data-start="696">Tilápias</strong></p> <p data-end="1427" data-start="710">Moradores da região do Canal 1, próximo à praia, relatam um aumento inédito de pernilongos nos últimos meses. Muitos associam o problema à proliferação de tilápias nos canais. Espécie africana invasora, o peixe se adaptou e tem se reproduzido rapidamente, ao ponto de praticamente extinguir os lebistes, antes abundantes e agora raramente vistos. Esses peixes menores eram predadores naturais das larvas de mosquito e ajudavam a manter o equilíbrio do ecossistema. Com sua redução, as larvas prosperam e os insetos já incomodam até no jardim da praia. Autoridades ambientais devem avaliar a situação e buscar medidas de controle, antes que o desconforto à população se agrave e o desequilíbrio ambiental se consolide.</p> <p data-end="1468" data-start="1429"><em data-end="1468" data-start="1429">Valter Domingos Branco Filho – Santos</em></p> <p data-end="1486" data-start="1470"><strong data-end="1486" data-start="1470">Meritocracia</strong></p> <p data-end="2303" data-start="1488">Construí minha vida e minha carreira com trabalho. Produzia, avançava, sustentava minha trajetória sem atalhos. Mérito meu. Então adoeci. Não pedi para ficar doente. Não escolhi interromper minha vida profissional. Não falhei. Meu corpo impôs um limite. É aqui que a ideia de meritocracia começa a ranger. Se o sucesso é sempre explicado pelo mérito individual, como explicamos a interrupção involuntária? Onde entra o mérito quando o corpo falha sem negociação? A doença não responde à lógica do esforço. Ela não distingue quem trabalhou mais ou quem “fez tudo certo”. Ela simplesmente acontece. O problema não é o mérito, mas a crença de que ele explica tudo. Quando isso ocorre, o acaso vira culpa e a fragilidade vira suspeita. Talvez o desafio seja admitir: nem tudo se conquista — e nem toda queda é fracasso.</p> <p data-end="2329" data-start="2305"><em data-end="2329" data-start="2305">Ricardo Murça – Santos</em></p> <p data-end="2354" data-start="2331"><strong data-end="2354" data-start="2331">Radicalismo radical</strong></p> <p data-end="2948" data-start="2356">Recentemente, o presidente Donald Trump postou em sua rede social uma imagem com Barack Obama e sua esposa sendo associados a macacos. Isso já seria muito grave se fosse feito por qualquer cidadão, mas se torna inacreditável quando observamos que partiu do mandatário da maior nação do planeta. É importante lembrar que os afrodescendentes ajudaram muito a construir o grande império que se tornaram os EUA, apesar da história americana ser recheada de atos e fatos sociais racistas. A sociedade americana precisa radicalizar posições e não aceitar mais este tipo de comportamento abominável.</p> <p data-end="2982" data-start="2950"><em data-end="2982" data-start="2950">Elias Carneiro Junior – Santos</em></p> <p data-end="3001" data-start="2984"><strong data-end="3001" data-start="2984">Penas brandas</strong></p> <p data-end="3750" data-start="3003">O desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, teve sua aposentadoria compulsória determinada pelo CNJ por autorizar a prisão domiciliar de Pigmeu, chefe do PCC, considerado de alta periculosidade e condenado a 126 anos de prisão por tráfico internacional de drogas. O condenado fugiu e nunca mais foi encontrado. Recentemente, houve o afastamento do ministro Mário Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, acusado por duas pessoas de assédio sexual. Ambos os casos foram premiados com “férias remuneradas” pelo resto da vida. Sem penas duras, a mensagem que o Judiciário passa à sociedade é de que na magistratura o crime compensa. E o nosso Congresso Nacional, com venda nos olhos, se omite completamente.</p> <p data-end="3791" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="3752"><em data-end="3791" data-is-last-node="" data-start="3752">Juan Manuel Villarnobo Filho – Santos</em></p>