<p data-end="19" data-start="0"><strong data-end="19" data-start="0">Porto e energia</strong></p> <p data-end="662" data-start="21">A Tribuna publicou no último dia 10 matéria e artigo relevantes sobre energia portuária, abordando a concessão da Usina de Itatinga e o inventário de carbono. O Instituto de Energia e Ambiente da USP, em 2013, fez o Inventário Energético do Porto de Santos. Ele propôs transferir a operação de Itatinga a terceiros, o que ocorrerá agora, e concluiu que as emissões de gases e particulados da combustão de petróleo no Porto de Santos eram superiores a 80% da matriz e os navios atracados representavam menos de 20 pontos percentuais. Por isso, indicava medidas para as frotas de caminhões e para os equipamentos internos do sistema portuário.</p> <p data-end="699" data-start="664"><em data-end="699" data-start="664">Aluisio de Souza Moreira - Santos</em></p> <p data-end="717" data-start="701"><strong data-end="717" data-start="701">Santos verde</strong></p> <p data-end="1003" data-start="719">Não consigo imaginar Santos com menos verde. Basta caminhar pelo calçadão nos fins de semana para perceber a falta que árvores e plantas fazem. Os bancos vivem cheios, mas os mais disputados são os que estão sob a sombra — quase dá para organizar senha ou cobrar pedágio pelo frescor.</p> <p data-end="1372" data-start="1005">Caminhe por uma rua arborizada e depois por outra tomada por concreto. A diferença está na brisa, na temperatura e até no humor. O problema urbano não são as árvores, que já estavam aqui antes de muitos de nós, mas a falta de planejamento e manutenção. Se queremos uma cidade boa para viver, o verde precisa deixar de ser detalhe decorativo e voltar a ser prioridade.</p> <p data-end="1398" data-start="1374"><em data-end="1398" data-start="1374">Ricardo Murça - Santos</em></p> <p data-end="1412" data-start="1400"><strong data-end="1412" data-start="1400">Correios</strong></p> <p data-end="1670" data-start="1414">A crise dos Correios não é apenas má gestão federal. A principal causa foi o Congresso permitir que empresas privadas, voltadas ao lucro, concorressem com a estatal, que possui papel social fundamental para a população brasileira em comunicação e serviços.</p> <p data-end="1985" data-start="1672">Enquanto a estatal é obrigada a atingir todos os municípios, as empresas só atendem às demandas que dão lucro ou cobram valores muito acima dos praticados pelos Correios. Há até a chamada “última milha”, quando as privadas chegam até onde dá lucro e, dali em diante, apelam aos Correios para concluir os serviços.</p> <p data-end="2119" data-start="1987">Assim, fica fácil entender a situação como um problema com várias causas. Tal raciocínio vale também para a Caixa Econômica Federal.</p> <p data-end="2143" data-start="2121"><em data-end="2143" data-start="2121">Rubem Silva - Santos</em></p> <p data-end="2169" data-start="2145"><strong data-end="2169" data-start="2145">Soberania brasileira</strong></p> <p data-end="2443" data-start="2171">Para Lula, aliar-se aos EUA contra a corrupção e no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) significa o Brasil perder a soberania. Nossa perda de soberania é a polícia não combater a corrupção nas favelas e não resguardar a nossa fronteira.</p> <p data-end="2490" data-start="2445"><em data-end="2490" data-start="2445">Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES)</em></p> <p data-end="2509" data-start="2492"><strong data-end="2509" data-start="2492">Copa do Mundo</strong></p> <p data-end="2820" data-start="2511">O veto a profissionais nas fronteiras americanas representa um verdadeiro colapso para a diplomacia no esporte. O caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, barrado de exercer seu trabalho na competição, é o reflexo de uma Copa sediada pelos Estados Unidos de Trump, onde a pior notícia é sempre a próxima.</p> <p data-end="3196" data-start="2822">Nunca o futebol testemunhou tamanho retrocesso. Diante desse cenário de abusos, a omissão da Fifa é ensurdecedora. A entidade máxima do futebol valida os constrangimentos do torneio e, num gesto que beira o absurdo, confere a Donald Trump o Prêmio da Paz. Ao estreitar laços com a Casa Branca dessa maneira, a Fifa sepulta os valores de união que o esporte deveria celebrar.</p> <p data-end="3232" data-start="3198"><em data-end="3232" data-start="3198">Gilberto Pereira Tiriba - Santos</em></p> <p data-end="3246" data-start="3234"><strong data-end="3246" data-start="3234">Política</strong></p> <p data-end="3459" data-start="3248">O mundo político perdeu contato com a realidade. Prefeitos e governadores entraram na onda das privatizações e querem desestatizar empresas de serviços essenciais, apesar dos resultados desastrosos já ocorridos.</p> <p data-end="3773" data-start="3461">Em Brasília, onde o mundo é de fantasia, a compulsão sobre o orçamento público não tem cura. Este ano, abocanharam R\$ 61 bilhões no Congresso e transformaram esse valor em emendas. Além disso, há mais R\$ 5 bilhões para o Fundo Eleitoral e o custeio mensal de todas as despesas das legendas, via Fundo Partidário.</p> <p data-end="3814" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="3775"><em data-end="3814" data-is-last-node="" data-start="3775">Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos</em></p>