Política Que os partidos políticos perderam sua essência maior, valores, princípios e até as supostas ideologias em detrimento de interesses pessoais escusos, já sabemos. Mas o pior é que há desafortunados parlamentares que se encantam com a possibilidade de uma ditadura ou, até quem sabe, uma invasão norte-americana no Brasil, aberta e publicamente propalada por autoridades sem preparo e estatura intelectual. Como exemplo, digna de uma comédia política, cito a atitude do deputado federal Nelsinho Padovani (PR), que era do União Brasil, se filiou ao PL e deixou a legenda em apenas uma semana para entrar no Republicanos. Dias após, ele optou por nova troca, migrando para o PP. Como explicação, observou aos seus eleitores que o processo político é muito dinâmico. Ainda bem que a janela de trocas partidárias foi encerrada. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Para pensar Estava lendo um artigo de dez anos atrás, com o título ‘Cura Gay. Implicações Vistas desde uma Perspectiva Psicanalítica, do psicólogo e psicanalista Pedro de Santi. Um dos argumentos mais recorrentes em defesa dessa ideia sustenta que relações entre pessoas do mesmo sexo não conduzem à reprodução e isso seria uma degeneração moral. Entretanto, tal argumento não se sustenta. Relações heterossexuais tampouco se restringem à reprodução. Um beijo, por exemplo, não possui essa finalidade direta. Isso implicaria, então, que qualquer indivíduo heterossexual seria ‘degenerado’? Seria necessária uma forma de ‘cura’ por experimentar desejos desvinculados da reprodução? No campo da psicanálise, compreende-se que a sexualidade se manifesta de maneiras diversas, inclusive entre heterossexuais. Não há uma única forma ‘correta’ de expressão. Diante disso, impõe-se a seguinte reflexão: por que o diferente provoca tanto incômodo? Henrique Ojeda Fontes Santos - Santos Ferida santista Falar sobre a Escola Docas de Santos é tocar em uma ferida aberta na memória e no patrimônio da Cidade. Inicialmente voltada aos filhos de funcionários das antigas CDS e Codesp e fundada em 1907, a instituição foi, por quase um século, um bastião de excelência educacional. Hoje, porém, o prédio na Rua Campos Melo, 130, é o retrato de um abandono doloroso. Após duas décadas de descaso, a deterioração é total: telhados desabados, rachaduras profundas e infiltrações que condenam a estrutura. O local, agora entregue ao lixo e ao perigo sanitário, serve apenas como abrigo precário e foco de doenças. A última esperança de resgatar essa dignidade perdida repousa, agora, nos projetos de ocupação da Unifesp. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Iguais e diferentes Não somos iguais perante ela, a lei suprema. A PGR disse que o Bolsonaro poderia ir para prisão domiciliar devido ao estado de saúde fragilizado. Como ficam os outros tantos milhares de condenados, alguns em pior estado de saúde que o dele, que continuam presos enquanto veem o ex-presidente voltar para casa? É errado. Ele deveria voltar à Papudinha. Cadê aquele homem que dizia que se pegasse a covid, no máximo, seria só uma gripezinha? Antonio Sergio de Jesus - São Vicente SP Preocupação Tenho 78 anos, sou nascido em Santos e estou preocupado com o futuro da nossa querida Cidade. Nunca convivi com situações como essas que se apresentam hoje: barulho ensurdecedor de motos e carros, dejetos de pets, e até de humanos, e bicicletas e até motos elétricas circulando livremente nas calçadas de pedrestes, colocando todos em risco. Até quando? Augusto Francisco Rolo de Freitas - Santos