(Alexsander Ferraz/AT) Horário de verão E o Governo Federal cogita a volta do pesadelo do horário de verão. Não consigo encontrar razão que justifique a estupidez da medida. Os trabalhadores têm que despertar mais cedo (ainda no escuro) e o consumo de energia aumenta em vez de diminuir. Ainda que a economia fosse verdadeira, estaria muito longe de justificar a violência no relógio biológico das pessoas e prejuízos na qualidade de vida. Ou seja, para o trabalhador é um horário horrível. A única coisa boa que o governo Bolsonaro fez foi dar fim a este horário medonho. Silvio Rodrigues - Santos Navios parados Li na edição de ontem que os navios impossibilitados de sair do Porto de Santos devido ao canal fechado pelo nevoeiro são multados. Multas para as quais não deram causa. No Direito Penal, chamamos isso de locupletação ilícita. Silvio de Barros Pinheiro - Santos Futebol Após a classificação emocionante à semifinal da Copa do Brasil, só posso dizer: como sempre, vai Corinthians! João Horácio Caramez - Santos Economia (1) A edição de quarta-feira de A Tribuna citou deflação. Aí, pergunto: os senhores vão a supermercados? Frequentam feiras livres? Consomem gás, energia elétrica e água? Pelo amor de Deus! Valter Tiglia - Santos Economia (2) Dizia o poeta ao interlocutor fictício, na letra magistral da música “O tempo não para”, que “suas ideias não correspondem aos fatos”. Pois essas “ideias” descoladas da realidade estão a nortear a política de juros estratosféricos do Banco Central, ao custo significativo, uma verdadeira sangria, da ordem de mais de US\$ 80 bilhões por mês do Tesouro Nacional, fazendo explodir a relação dívida/PIB. Na última reunião, aumentou-se a taxa Selic com justificativas que não se sustentaram em nenhum momento, como viés de alta de inflação, aumento dos juros dos títulos dos EUA, crise na Venezuela, guerra na Ucrânia etc. Razões divorciadas da lógica e realidade econômica. Até o aumento do PIB brasileiro e a queda no desemprego serviram de justificativa. Agora, a queda dos juros dos títulos norte-americanos e a deflação no Brasil, que é gravíssima, justificariam, segundo os tecnocratas do BC, aumento da Selic. Ate quando os bem nutridos congressistas brasileiros fugirão de suas obrigações e investigarão esse descalabro? Mauro Silva - Santos Transporte Com as obras do VLT na Av. Cons. Nébias, foram desativados os pontos em frente aos números 521 (sentido Centro) e 524 (sentido praia). Os dois pontos ajudavam a população idosa e os estudantes, pois ficavam estrategicamente em frente a uma clínica e na esquina de uma universidade. Agora, os pontos “mais próximos” estão bem mais distantes e as pessoas precisam andar muito para chegar ao destino ou ir para casa. É feito um estudo para definir se um ponto de ônibus atende ou não a população? As pessoas que desativaram estes pontos já precisaram pegar ônibus à noite, quando a iluminação não é adequada para evitar a ação de bandidos e meliantes? Rogério Vallejo - Santos Ciclovia Tem razão o leitor que neste espaço fez uma crítica ao uso da ciclovia da praia, em Santos. A faixa é utilizada, muitas vezes, como pista de competição, tal a velocidade das bicicletas. Acrescentemos a isso a falta de segurança para os próprios usuários e a utilização por outros meios de transporte. Tudo isso “regado” pela ausência de fiscalização rigorosa da Guarda Municipal, além dos riscos para as pessoas que precisam atravessar a ciclovia. Enfim, como disse o sr. Cláudio Estevam, uma “terra sem lei”! Paulo Roberto de Santana - Santos Espionagem Reportagem do UOL revela situações que remetem a tempos sombrios. O que parecia ser uma questão de “liberdade de expressão” bolsonarista, com a suspensão da plataforma X determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, revela-se uma tentativa de reviver práticas da ditadura. A investigação sobre o vazamento de dados de delegados da PF, do próprio magistrado e outros alvos expõe ação coordenada para divulgar informações sensíveis. Houve 21.914 acessos ao Infoseg, rede de dados de segurança pública, para coletar informações pessoais. O grupo criminoso chegou a oferecer US\$ 5 milhões a uma delegada federal por dados confidenciais. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos