Medo e deslumbramento Após ler o editorial de quarta-feira de A Tribuna, sobre inteligência artificial, digo que Jogos de Guerra, de 1983, e O Exterminador do Futuro, de 1984, foram classificados como filmes de ficção científica, mas 40 anos depois, observando a trajetória da raça humana, o termo ficção não mais se aplica. Caminhamos em direção ao desemprego, à fome e à miséria de bilhões de pessoas. Rubem Silva - Santos Números O articulista William Horstmann apresentou na edição de ontem dados comparando 2002 com o momento atual com a finalidade de refutar a seguinte frase: “Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve”. A bem da verdade e da justiça, deveria ter comparado 2002 com 2010, final dos dois primeiros mandatos, ou 2022 com 2026, para o terceiro mandato — afinal, nem Lula nem o PT governaram ininterruptamente de 2002 até hoje. Fui buscar os dados com base em 2002 x 2010: o IDH manteve sua trajetória, o PIB per capita cresceu expressivamente e o índice de percepção de corrupção de fato piorou. Se a análise buscasse honestidade ampla, incluiria reservas cambiais, dívida externa, inflação, desemprego e câmbio — indicadores que apresentaram melhora substancial. Para forçar uma conclusão negativa, recorreu-se ao recorte temporal inadequado e à seleção enviesada de métricas, simulando uma crítica que não se sustenta de pé. Paulo Prol Medeiros - Santos Vira-lata É preciso ter um complexo de vira-lata terminal para sair de casa enrolado na bandeira dos EUA e bater continência para o bonecão do Trump. Édison José de Aguiar - Cubatão Justiça tardia Fiquei profundamente condoído com a multa de R\$ 54 mil a ser paga pelo desembargador Eduardo Siqueira, referente ao episódio de julho de 2020, quando ele se recusou a usar máscara no período da pandemia. Com o ânimo exaltado, desafiou os agentes da GCM de Santos, humilhando-os. Quando os GCMs apresentaram a autuação, ele a rasgou e a jogou ao chão, considerando-se superior. O Conselho Nacional de Justiça determinou sua aposentadoria compulsória. Agora, vem recebendo minguados R\$ 70 mil mensais, sendo R\$ 41 mil de salário e R\$ 29 mil em adicionais de antiguidade. Certo estava Rui Barbosa: “Nada se parece tanto com a injustiça quanto a justiça tardia”. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Práxis No passado, quando o homem da capa preta bateu forte na turma da esquerda, a direita aplaudiu. Quando parlamentares promoveram o impeachment e quando juízes e promotores atacaram a turma da esquerda, a direita aplaudiu. Hoje, a direita está no foco e a esquerda aplaude. Trocamos o feijão, a carne, o cozinheiro e os convidados, mas a receita parece ser a mesma. Feijoada boa é aquela em que todo mundo come, bebe e ri. Só fica triste quem está de fora, quem não foi convidado ou quem comeu demais, se fartou e depois passou mal. Talvez o problema não seja apenas a política, o sistema ou o voto, mas os seres humanos que apenas vêm, ano após ano, repetindo a mesma receita. Ricardo Murça - Santos Futebol O ex-presidente do Santos Rubens Quintas Ovalle é reverenciado até hoje por sua gestão à frente do clube na conquista do Paulistão de 1978, época em que os primeiros Meninos da Vila, comandados por Chico Formiga, fizeram a alegria da torcida. Quintas também cita que o Peixe teve um elenco que ele não esquece, na década de 1950, com Manga; Hélvio e Sarno; Nenê, Olavo e Pascoal; Cento e Nove, Antoninho, Nicácio, Odair e Tite. O meia-direita Antoninho, que em 1966 assumiria como técnico do Alvinegro, foi um dos melhores jogadores que vestiram a camisa santista e mais um craque injustiçado do futebol nacional. Guilherme Gomez Guarche - Santos