<p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.39951" attr-version="policy:1.39951:1775467494" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.39951/legacy_image_222708.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">(Matheus Tagé/Arquivo AT)</span></p> <p data-end="17" data-start="0"><strong data-end="17" data-start="0">Violência (1)</strong></p> <p data-end="439" data-start="19">A violência contra mulheres está aumentando ou sempre existiu e apenas se tornou mais visível? Ela sempre esteve presente, mas por muito tempo foi tratada como assunto privado. Antes da Lei Maria da Penha (2006), muitos casos eram registrados como ameaça, lesão corporal, homicídio ou ‘briga de casal’. Não havia recorte de gênero nem políticas públicas específicas. A violência existia, mas permanecia invisibilizada.</p> <p data-end="886" data-start="441">Com a lei, a violência doméstica passa a ser reconhecida como violação de direitos humanos e ganha categorias próprias: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Quando se nomeia, torna-se possível medir. E, quando se mede, a realidade aparece. Há contextos em que se observa aumento real da violência, especialmente na ruptura da relação. Reconhecer essa realidade é o que permite interromper ciclos antes que se tornem irreversíveis.</p> <p data-end="913" data-start="888"><em data-end="913" data-start="888">Tatiana Riesco - Santos</em></p> <p data-end="932" data-start="915"><strong data-end="932" data-start="915">Violência (2)</strong></p> <p data-end="1269" data-start="934">Enquanto a família da PM de São Paulo Gisele Alves Santana chora sua perda irreparável, o sistema concede um salário de R\$ 29 mil ao principal acusado de sua morte. É inadmissível que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso por feminicídio e fraude processual, tenha sido transferido para a reserva com remuneração integral.</p> <p data-end="1694" data-start="1271">Não se trata de mera burocracia. Trata-se de um grave desrespeito às mulheres, à sociedade e a cada contribuinte paulista. O Estado, que deveria garantir justiça, acaba financiando quem é acusado de tirar a vida da própria esposa e ainda tentar encobrir o crime. A farda não pode ser usada como escudo para a impunidade. O dinheiro público não pode se transformar em recompensa para quem responde por um crime tão brutal.</p> <p data-end="1730" data-start="1696"><em data-end="1730" data-start="1696">Gilberto Pereira Tiriba - Santos</em></p> <p data-end="1742" data-start="1732"><strong data-end="1742" data-start="1732">Neymar</strong></p> <p data-end="1986" data-start="1744">Os maiores problemas do Neymar são a indisciplina e a falta de educação. Os árbitros brasileiros têm tido muita paciência com ele, o que não acredito que ocorrerá na Copa do Mundo. Ele reclama até quando o lance está sendo revisto pelo VAR.</p> <p data-end="2224" data-start="1988">Pior: à medida que o desempenho diminui e a idade aumenta, parece que o mau comportamento piora. Para mim, depois do Pelé, o Neymar foi o melhor jogador brasileiro que vi jogar. Tenho 80 anos e sou fanático por futebol, não por clube.</p> <p data-end="2272" data-start="2226"><em data-end="2272" data-start="2226">Oswaldo Baptista Pereira Filho - São Vicente</em></p> <p data-end="2294" data-start="2274"><strong data-end="2294" data-start="2274">Paraísos fiscais</strong></p> <p data-end="2491" data-start="2296">Vários países adotam políticas voltadas a condições tributárias extremamente favoráveis, com impostos baixos ou até inexistentes. Mas o que o investidor realmente busca nesses lugares é sigilo.</p> <p data-end="2910" data-start="2493">Ouve-se falar muito da Suíça, das Ilhas Cayman e até de um estado americano, como Delaware. Confesso que nunca havia ouvido falar de Andorra, principado europeu, como sendo um paraíso fiscal. Foi preciso que o Ministério Público de Andorra investigasse a origem do dinheiro depositado pelo vice-governador de São Paulo para que eu descobrisse que a linda Andorra é, de fato, um paraíso fiscal. Vivendo e aprendendo.</p> <p data-end="2949" data-start="2912"><em data-end="2949" data-start="2912">Marcus Aurelio de Carvalho - Santos</em></p> <p data-end="2960" data-start="2951"><strong data-end="2960" data-start="2951">Ajuda</strong></p> <p data-end="3229" data-start="2962">Ajudar uma pessoa doente nem sempre significa dinheiro ou visitas ao hospital – embora isso também seja muito importante. Por vezes, quem mais precisa de ajuda é quem está ao redor: o cônjuge, o cuidador, o pai ou a mãe que sustenta tudo enquanto tenta não desabar.</p> <p data-end="3492" data-start="3231">Às vezes, ajudar é oferecer uma noite de sono, um banho sem pressa, organizar pendências, cuidar dos pets, levar os filhos para passear, ajudar a colocar a vida financeira minimamente em ordem. É fazer uma faxina, preparar uma refeição, resolver algo prático.</p> <p data-end="3799" data-start="3494">Outras vezes, ajudar é mais simples e mais difícil: ouvir sem corrigir, abraçar sem julgar, emprestar o ombro para um choro que não cabe mais dentro. A doença isola, cansa e fragiliza. A presença – concreta, útil e respeitosa – devolve humanidade. Ajude um doente. Ajude quem cuida dele. Isso muda tudo.</p> <p data-end="3825" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="3801"><em data-end="3825" data-is-last-node="" data-start="3801">Ricardo Murça - Santos</em></p>