Cine Arte Posto 4 é uma referência cultural em Santos; orçados em R\$ 268 mil, serviços vão até novembro (Matheus Tagé/Arquivo/AT) Futebol Uma máquina de fazer gols. Assim era o time do Santos em 1959. Com uma média de 3,45 gols por partida, o Alvinegro estabelecia um recorde no futebol brasileiro nunca superado: 342 gols marcados em 99 partidas. Vivia-se o auge do futebol arte e o Peixe se consagrava como a maior expressão do jogo bonito e ofensivo daqueles tempos de sonho. Dos 342 gols, o Rei Pelé contribuiu com 100, seguido de Pepe, com 78, e Coutinho, com apenas 16 anos, com 58. A Ponte Preta foi a maior vítima do Santos arrasador ao ser goleada por 12 a 1. No ano seguinte, o Peixe fez 338 gols, provando a qualidade do time considerado pela imprensa argentina como o melhor de todos os tempos. Saudade de tempos que não voltam mais. Guilherme Gomez Guarche - Santos Trânsito Tenho conversado com alguns santistas que, assim como eu, demonstram indignação com o trânsito em Santos. Parece haver dois pesos e duas medidas: quando um carro é multado simplesmente pelo fato de o motorista não ter dado uma seta, é preciso recorrer. Já donos de motos, ciclomotores e bicicletas cometem todo tipo de infração e não são sequer chamados atenção. Uma moto na contramão pode até matar um pedestre e nada acontece. Recebi a visita de uma amiga vinda da Áustria. Ela me contou que, ao trafegar de bicicleta na contramão, levou uma multa e nunca mais cometeu o delito. Entende-se porque o Brasil continuará como país subdesenvolvido e com fiscalização omissa. Cristina Ferreira - Santos Obras Mais uma obra da Prefeitura de Santos se inicia e não podemos garantir que irá acabar no prazo. Agora, é a vez do Cine Posto Cine 4, que corre o risco de se juntar aos serviços do Teatro Coliseu, da Praça José Bonifácio e do Aquário Municipal. Manuel Gusmão Filho - Santos Terra plana? Esquerdista é tudo igual: narra, distorce, foge dos fatos e critica quem diz que a Terra é plana, mas acha o descondenado o cara mais honesto do mundo. Fala em INSS e Banco Master, mas esquece quem está entalado nesse lamaçal até o pescoço. Diz do dinheiro para o filme do ex-presidente e nada fala do “Ronaldinho dos negócios” do papai, nem cita o dinheiro para a escola de samba no enredo sobre o homem mais honesto do mundo. Já perceberam que os personagens são sempre os mesmos? Só muda a novela, que no fundo tem o mesmo enredo. André Durante - São Vicente Neurônios A falta de neurônios em algumas pessoas chega a ser ridícula. Li aqui uma associação do Governo Lula a temas como falta d'água e de rede de esgoto, deveres dos governos estaduais. Mas, por que não lembrar que a transposição do Rio São Francisco começou no 1º mandato do Lula? Outro detalhe é imaginar que Lula poderia ir ao Maracanã assistir a um Fla-Flu. O homem é corintiano. Difícil entender certos comentários. Antonio Sergio de Jesus - São Vicente Educação Se educação é um dos pilares de uma sociedade desenvolvida, por que aceitamos tratá-la como mercadoria? Uma escola privada barata precisa economizar em algum lugar. Não existe mágica. Se a mensalidade é baixa, alguém paga a conta. Geralmente são os professores, a estrutura, os recursos pedagógicos ou o próprio aluno. No sistema de mercado, a educação vira produto e o estudante, cliente. O problema é que formar cidadãos não segue a mesma lógica de vender celulares ou roupas. Educação exige investimento contínuo, profissionais valorizados e visão de longo prazo. Quando o lucro se torna prioridade, o aprendizado corre o risco de virar custo. E custo, para quem busca rentabilidade, é algo a ser reduzido. Talvez a pergunta não seja quanto custa educar. Talvez seja quanto custa uma sociedade mal educada. Ricardo Murça - Santos