(Marcelo Camargo/Agência Brasil) Desvio de função Recentemente, um senador foi questionado sobre a demora para se posicionar sobre os trágicos acontecimentos no Rio Grande do Sul (aliás, ele foi eleito por esse estado) e o motivo de não ter comparecido a Porto Alegre. Ele alegou que isso seria desvio de função. Sim, o nobre senador alegou que não poderia socorrer ninguém pois, se o fizesse, seria desvio de função. Isso é desvio de caráter. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Sensatez Ao sr. Marcos Mendonça, gostaria de destacar que é necessário prestar atenção aos fatos. Lula não somente ‘criou uma secretaria extraordinária’, como citado, mas liberou bilhões de reais em verbas, incluindo auxílio emergencial para as famílias recomeçarem, além de estar presente nos locais afetados (não fez mais do que a obrigação, como presidente do País). O fato de estar internado não impediu o ex-presidente de se manifestar várias vezes nas redes sociais, porém em momento algum ele pediu o engajamento de seus seguidores no auxílio à tragédia, bem como seus familiares. Da mesma forma, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) nem ao menos compareceu no local, alegando que “já tem 70 anos”. Será ele muito idoso para exercer sua nobre função? Terminando, a doença do ex-presidente que o levou à recente internação é uma erisipela, nada tendo a ver com a facada de 2018. Não é questão de politizar, mas de prestar atenção aos fatos. William Clarindo Rangel - Santos Queixa O heliponto localizado no bairro Aparecida, em Santos, é incompatível com a vizinhança, obrigada a conviver com helicópteros enormes, que produzem barulho e vibrações que chegam a tremer as janelas. Pousos são realizados tarde da noite. A perturbação do sossego é inequívoca. Onde estão os laudos de impacto de meio ambiente e/ou vizinhança? Evandro Duarte - Santos Privatização (1) Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o senador que relata a PEC que pode privatizar as praias brasileiras. Essa PEC é preocupante, não apenas do ponto de vista do acesso democrático aos espaços de lazer e cultura, mas também em relação à proteção costeira e ambiental, colocando em risco a biodiversidade. A praia é um bem público, um patrimônio natural que deve ser preservado e acessível a todos. Além disso, obviamente, há os interesses comerciais privados que se sobrepõem ao bem-estar público, como a criação de praias exclusivas ligadas a resorts ou a possibilidade de atividades como jogos de azar sendo introduzidas nas áreas costeiras. É fundamental estarmos todos atentos a essas propostas legislativas e nos mobilizarmos para garantir que espaços públicos permaneçam abertos e acessíveis a todos. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Privatização (2) Caro leitor Pedro, sobre sua carta publicada neste espaço, digo que os paulistanos sofreram com um problema pontual na energia elétrica. É inegável. Porém, creio que você se lembra de como era, por exemplo, a telefonia neste País. Meus falecidos pais venderam o saudoso Fiat 147 para comprar a caríssima linha telefônica, e o serviço era bem ruim. Hoje, temos a telefonia universal e privatizada. O governo atual, por birra, não quer pegar a internet de Elon Musk e vai criar mais cargos para uma internet estatal que, se sair do papel, será horrível. Quanto tempo tem a privatização da energia na Capital e quantos problemas grandes ocorreram nesse período? Já a Sabesp sempre está nas páginas dos jornais por seu serviço. Concordo quando cita que o problema é a gerência, pois nada que o estado gerencia funciona (os Correios que o digam). Fabrício Xavier Leonardo - Guarujá Sindicatos Comentando o artigo do sempre brilhante Alcindo Gonçalves, intitulado Porque Santos Virou à Direita, quero acrescentar a mudança de estrutura na operação do principal porto do Hemisfério Sul. Houve um enfraquecimento dos sindicatos portuários pela mudança de paradigma do Porto de Santos, saindo da então monopolista Companhia Docas de Santos para o modelo de landlord port, com a Autoridade Portuária estatal e concessionários operando os terminais. Isso fatiou a força dos sindicatos ao particularizar as negociações a cada terminal. Fracionou a união que antes parava o Porto de Santos e a própria Cidade. José A. M. Almeida - Santos Sergio Moro Se o povo parar um pouco para pensar, verá que o ex-juiz Sergio Moro de tudo fez para tirar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva do caminho em 2018, colocando uma pessoa que tinha passado 28 anos sentado na cadeira da Câmara para assumir o cargo de presidente do Brasil. Quem é o maior culpado por passarmos os piores quatro anos? Hoje, Moro é senador pelo Paraná e levou na ‘garupa política’ sua esposa, deputada federal por São Paulo. Aliás, como será que fazem para se encontrar diariamente? Josemilton de S. e Silva - Guarujá