Juan Manuel Villarnobo Filho: "Em 2018, Paulo Guedes foi o “Posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro. Agora, o filho Flávio, sem expressão macroeconômica, delega a função a Daniella Marques, que desde já defende implantar o conceito Orçamento Base Zero, cujo modelo de cortes contínuos e controle rígido de gastos é apropriado a empresas privadas. Em um Brasil continental, que ainda carente de políticas públicas básicas e sem recursos suficientes para investir, essa promessa de austeridade fiscal é uma tresloucada fantasia eleitoral. Já nasce morta." (Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Respeito às nações A grande diferença entre chefe de Estado e de Governo é que aquele pensa a longo prazo e este a curto prazo. Contudo, ambos devem ter uma coisa em comum: postura de líder, com respeito à sociedade que serve e à soberania e às decisões dos países. O que temos visto ultimamente por parte dos presidentes dos Estados Unidos e da Argentina são palavras levianas e agressivas contra a governança do Brasil, com tentativas de interferências em questões internas e sem qualquer cabimento lógico nas relações diplomáticas que construímos ao longo dos anos. É necessário que nossas autoridades se posicionem de maneira mais rígida. Elias Carneiro Jr. - Santos Voto feminino Em um país machista, onde crimes de feminicídio são constantes de Norte a Sul e o ex-presidente Bolsonaro chamou uma mulher de vagabunda, não me admira nem um pouco que as pesquisas revelem que o candidato Flávio Bolsonaro tem dificuldades em angariar o voto feminino. Aliás, é histórico dentro da agremiação partidária, seja o PT ou outros partidos de esquerda no Brasil, a luta pelos direitos das mulheres. Isso é fato e ninguém tira essa qualidade desses partidos. Célio Borba - Curitiba (PR) Você Decide Recentemente, a TV Globo trouxe de volta o Você Decide, programa em que o público escolhe o desfecho da história. Agora, imagine que a decisão fosse sua. Você administraria R\$ 20 milhões para construir uma escola de tempo integral para 780 alunos, com robótica, esportes e artes, como anunciou a Prefeitura de Guarujá? Ou destinaria o mesmo valor à reforma do prédio da antiga Escola Acácio de Paula Leite Sampaio, que abrigará instalações administrativas da Câmara de Santos e a Escola do Legislativo e da Cidadania, oferecendo cursos gratuitos à população, estudantes e servidores municipais? O dinheiro é público. Os recursos são limitados. As prioridades dizem muito sobre quem governa. E você, qual final escolheria para essa história? Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Fantasia eleitoral Em 2018, Paulo Guedes foi o “Posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro. Agora, o filho Flávio, sem expressão macroeconômica, delega a função a Daniella Marques, que desde já defende implantar o conceito Orçamento Base Zero, cujo modelo de cortes contínuos e controle rígido de gastos é apropriado a empresas privadas. Em um Brasil continental, que ainda carente de políticas públicas básicas e sem recursos suficientes para investir, essa promessa de austeridade fiscal é uma tresloucada fantasia eleitoral. Já nasce morta. Quem convencerá Congresso Nacional, STF e Tribunal de Contas da União a aprovar esse “pacto nacional” de controle de gastos? E a contrariar fortes grupos empresariais beneficiados com a bilionária renúncia fiscal? Mais uma vez, mente-se descaradamente ao povo, em cujo colo essa conta cairá. Será que já pensam em golpe de Estado? Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Ansiedade Um relato que costumo ouvir com frequência na clínica é o medo de morrer. Muitos pacientes chegam dizendo que passaram por diversos exames e que nenhum problema físico grave foi encontrado. Ainda assim, convivem com palpitações, pressão elevada, falta de ar, tensão constante e uma sensação persistente de que algo ruim pode acontecer. Sempre que identifico sinais que exigem avaliação médica ou psicológica, faço o devido encaminhamento. Também percebo que muitas dessas pessoas vivem há anos sob estresse intenso, ansiedade e privação de sono. Talvez um dos desafios do nosso tempo seja aprender a conviver com níveis de desgaste que não deveriam ser considerados normais. Nem todo sofrimento desaparece com um remédio. Muitas vezes, as pessoas precisam ser ouvidas, acolhidas e cuidadas de forma integral. Marcela Alves - Santos