(Vanessa Rodrigues/AT) Cidade impermeável No dia 17, li em A Tribuna sobre investimentos para a revitalização dos canais de Santos. Recentemente, a cidade viveu cenas de inundação, fruto de uma combinação de maré alta e chuva forte. Porém, existe uma outra variável nesta equação, que escapa dos olhares menos atentos: a impermeabilização de Santos. Com todo o processo de asfaltamento das ruas e a substituição das casas com quintais por novos tipos de residências, a cidade se tornou mais impermeável. Para evitar inundações, uma das saídas seria desenvolver um projeto de retenção das águas da chuva em cisternas, com o incentivo do Município, represando assim grande parte da água da chuva e dando tempo para que, após uma melhora da condição climática, ela seja utilizada na lavagem de quintais, pátios e garagens. Edson Santana do Carmo - Santos Segurança Em audiência recentemente realizada na Câmara Municipal de Santos, o deputado federal Delegado Da Cunha (PP) abordou dois temas: pessoas em situação de rua por causas sociais e criminalidade, preocupações maiores da população santista. Ele afirmou que é preciso haver foco em tecnologia para identificar e prender o traficante. Concordo, mas destaco que um pouco de boa vontade por parte das autoridades de segurança ajudaria muito. Como o Estado não fará esse investimento, ofereço gratuitamente a varanda do meu apartamento, em frente ao muro do INSS, onde posso ver pessoas vendendo drogas livremente a esse grupo extremamente fragilizado. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Árvores Quero deixar pública minha indignação com a forma como a Prefeitura de Santos fez a poda das árvores na Rua Euclides da Cunha. Elas praticamente foram reduzidas a troncos com alguns tocos, sem nenhuma folhagem, sem nenhum galho. O verão chegará e não haverá sombra na rua, tão necessária nos dias de forte calor. Desde a Pompeia até o Gonzaga, há uma fila de árvores destroçadas. A Prefeitura precisa criar novas áreas verdes em Santos, não acabar com as que existem. Richard Ghibu - Santos VLT A finalização das obras do Veículo Leve sob Trilhos (VLT) ainda requer algum cuidado especial por parte das autoridades em Santos. Na primeira fase, notei um acabamento mal feito no cruzamento da Avenida Francisco Glicério com o Canal 3, como se tivessem construído duas lombadas entre os trilhos. Isso faz com que os condutores tenham de diminuir a velocidade para não perder o controle dos veículos, principalmente as motos. Na segunda fase, ainda não tiveram o cuidado de fazer a sinalização aérea e de solo para a diminuição de pistas de quem vai pela Avenida Cons. Nébias, sentido Centro, e também de quem vem pela Avenida Afonso Pena, no sentido José Menino. Carlos Garcia - Santos Economia Recentemente, assisti a uma entrevista do economista Eduardo Giannetti sobre sua visão crítica da forma como o Produto Interno Bruto (PIB) é calculado. Para ele, esse indicador, embora amplamente utilizado, não reflete de maneira fiel o bem-estar da população. Giannetti defende a adoção de métricas mais completas, que levem em conta não apenas a renda, mas também a educação, a saúde, a qualidade dos serviços públicos, a distribuição de renda e a sustentabilidade ambiental. Um exemplo: imagine uma comunidade onde a água é gratuita. Se, por algum motivo, essa água se torna imprópria para consumo e os moradores passam a ter que comprá-la, o PIB aumenta — afinal, houve mais transações econômicas. No entanto, a comunidade claramente empobreceu. Esse exemplo revela uma distorção preocupante: é preciso crescer com qualidade, justiça social e equilíbrio ambiental. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos