Arnaldo Luiz Correa: "E não é que Donald Trump deu um sopro de vida a um governo Lula que até aqui capengava, criando o vilão externo perfeito para animar a militância e tentar colar os cacos de uma base rachada? Um presente embalado com fita vermelha, branca e azul" (Reprodução/TV Globo) EUA x Brasil E não é que Donald Trump deu um sopro de vida a um governo Lula que até aqui capengava, criando o vilão externo perfeito para animar a militância e tentar colar os cacos de uma base rachada? Um presente embalado com fita vermelha, branca e azul. De quebra, torpedeou a direita brasileira, que agora tenta explicar como um candidato sério pode bater continência a um gringo surtado que trata o Brasil como um puxadinho malcuidado do quintal americano. O ápice da tragicomédia foi ver o governador Tarcísio de Freitas usando o boné com a sigla MAGA (Make America Great Again) como se fosse um pajem do Império em visita ao soberano. Na direita, como encontrar um candidato que não pareça uma caricatura de colônia agradecida ou um animador de auditório da extrema direita global? O Brasil precisa de um estadista em 2026. De sabujos de fala mansa e terno alinhado, estamos em overdose. Arnaldo Luiz Correa - Santos Política Ao ler o artigo de Marcos Guerson Júnior, lembrei de quando eu tinha 15 anos e, com uma caixa de engraxate, sempre ia ao Café Carioca na esperança de engraxar os sapatos de algum político famoso. Por ter o pai trabalhando como barbeiro no prédio da Alfândega, um dos filhos do Chico do Cachimbo, o engraxate Pedro do Cachimbo, estava sempre comigo. Nesta época, os candidatos pediam à molecada para colocar seus cartazes nos postes pelas cidades. Foi assim que conheci Mario Covas, lá na barbearia do Chico. Aí, veio a ditadura e meu saudoso pai proibiu qualquer aproximação minha dos políticos. Ao fazer 18 anos, em 1968, nem trabalhei para meu padrinho, o então vereador por Guarujá Roberto Baraçal. Josemilton de S. e Silva - Guarujá Terminal de cruzeiros Questiono os limites entre a razão e a loucura para a aprovação, por parte do Governo Federal, de um projeto de complexo turístico em ilha artificial, no meio do mar, que prevê um terminal de cruzeiros, seis torres de 25 andares, um hotel de 30 andares e um shopping center. Essa obra inviabilizará ambiental e urbanisticamente a Ponta da Praia, em Santos, onde espigões residenciais já são construídos, o que deve trazer transtornos ao viário local. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Câmara Estamos diante de um verdadeiro escárnio por parte da Câmara dos Vereadores de Santos. Primeiro, o puxadinho dos vereadores suplentes com obras públicas no valor de R\$ 19 milhões. Depois, a aprovação de emenda à Lei Orgânica do Município que estabelece 1,8% do valor líquido do Orçamento para emendas parlamentares. Em seguida, a Mesa Diretora da Casa propõe a criação do cargo de assessor chefe, afetando os cofres públicos em R\$ 2 milhões. Por fim, os vereadores santistas lançaram um pregão para aluguel de carro com motorista, em despesa anual de R\$ 3,6 milhões. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Sarau poético Apreciadores de poesia como eu brindaram com o sarau poético de altíssimo nível ofertado pela Casa das Culturas de Santos em homenagem ao poeta baiano Antônio Frederico de Castro Alves e ao poeta, editor, crítico e tradutor paulistano Régis Rodrigues Bonvicino, falecido dia 5, em Roma, aos 70 anos. Confesso que sempre amei Castro Alves e seu sem igual Navio Negreiro, mas minha comoção se deu pelo Bonvicino, que tive a honra de conhecê-lo em visita à Casa, em abril deste ano. Bonvicino deixou ao mundo extensa obra literária, participações em jornais e revistas, além de criador da publicação Sibila. Também ressalto a Semana Martins Fontes e o merecido tributo ao médico, poeta e escritor santense, tão bem organizada pela Academia Santista de Letras, Secretaria de Cultura e Hospital Beneficência Portuguesa. Míriam Santiago - Santos