[[legacy_image_319917]] PolíticaConcordo com o sr. Pedro dos Santos em sua carta publicada na última semana. Faço minhas as palavras da deputada Tabata Amaral – “este não é o lugar em que quero viver” – pois muito menos este é o congresso (assim mesmo, minúsculo) da qual a senhora faz parte que eu quero para o meu povo e o meu País. Por óbvio não lhe desejo mal, sra. deputada, da mesma forma que não desejo mal para nós, os “manés” que seu amigo Luís Roberto Barroso diz que perderam... O discurso que a sra. deputada e seus pares repetem incansavelmente em defesa dos “coitadinhos vítimas da sociedade” muda de tom quando o alvo é alguém da turma ou a própria deputada. Esse pessoalzinho perfumado e de banhozinho tomado que se diz “pogreçista” (sic) é bom no discurso, mas na hora de enfrentar a dura realidade que nós, os “manés”, enfrentamos diariamente, fica indignado. A culpa, ou parte da culpa, é justamente de vocês. Como diria minha saudosa mãe, pimenta no olho dos outros é refresco. Marcos Mendonça - Santos Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Inexiste amor ao PaísAs críticas de vários economistas e políticos ligados ao governo anterior sobre os gastos do presidente Lula, que os julga necessários para fazer crescer a economia, fazem parte de um roteiro político e eleitoral previsível. Correta, a Folha de S.Paulo colocou o dedo na principal ferida institucional no editorial O Congresso Gastador. Resumiu de forma brilhante que o Congresso concorre para a significativa alta dos gastos, reduz a qualidade das políticas públicas e eleva as incertezas. Bato palmas em pé. Os congressistas, mesmo com o ano findando, trabalham com afinco para aumentar dos já alucinantes R\$ 37,6 bilhões para R\$ 50 bilhões os recursos para suas emendas parlamentares. No momento em que o Tesouro necessita de mais arrecadação, sem aumentar os impostos, os representantes do povo, através das suas principais lideranças, querem tomar de assalto o Orçamento e pulverizar montantes crescentes de recursos públicos em projetos absolutamente paroquiais, com o único intuito de se cacifar eleitoralmente. Inexiste amor ao País, apenas aos currais eleitorais onde são endeusados e assim mantém suas eternas reeleições. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos PrefeitosDuas notícias recentes mostram que está aberta a temporada de irresponsabilidade fiscal/eleitoreira. O prefeito de São Paulo decidiu instituir o passe livre (nos ônibus) no fim de semana, medida que custará aos cofres públicos R\$ 220 milhões por ano. Por estas bandas, há vereador aplaudindo tal insensatez. O prefeito santista, por sua vez, decidiu enviar um projeto instituindo o valor de R\$ 660,00 para ajudar a pagar aluguel a quem vive em situação de rua. Não é preciso pensar muito para concluir que este valor não servirá para nada, a não ser usado para outras finalidades. Ademir Alonso Rodrigues - Santos CriançasAntes de compor a personalidade, ter vontade própria e poder usá-la, a criança precisa de orientação para que consiga se tornar uma pessoa equilibrada na idade adulta, quando já é capaz de raciocinar para resolver seus problemas, pois é raciocinando que as pessoas resolvem sérias dificuldades e que dirigentes solucionam complicadíssimos problemas, porque sem o uso do raciocínio nunca chegariam a uma conclusão acertada. O raciocínio, portanto, também faz parte da vida do ser humano e deve ser sempre lúcido, pois quem possui raciocínio claro ultrapassa os obstáculos da vida com facilidade, caminha com firmeza e rapidez. Já a faculdade do livre-arbítrio, se bem conduzida, leva ao caminho certo. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania Simpósio do Samba“Vou pedir que me levem lá pro céu, mais perto do morro, onde já viram Deus compondo um samba pra escola desfilar”. A letra de A Mangueira é Lá no Céu nos remete à santificação de um gênero que se impôs nos últimos tempos com autoridade: o samba fundado na multiplicidade de espaços sociais, ocupando definitivamente as universidades. O Simpósio do Samba, surgido em Santos em 1966, ganhou na sua 7ª edição um tratamento de divindade, respeito ancestral e preservação. No seu subtítulo, A Memória Está no Corpo, ressalta a expressão gestual da música (ou do samba?) na língua materna do criador, pois na África os deuses dançam e, mesmo com proibição a seus tambores, fazem que os corpos os repercutam e vibrem numa transubstanciação divina, instaurando a dança dos passos do samba. A presença da Unifesp foi fundamental na construção de mesas temáticas e debates expositivos com personalidades acadêmicas e populares, como Nei Lopes, Marília T. Barboza, Chapinha, Marcos Salles, João Baptista Vargens, Rubens Gordinho, Mano Jotta, Luiz Espírito Santo, Moacyr Luz, Jongo Zabelê, baterias das escolas de samba, músicos e sambistas locais. Marcelo Mattos - Santos