(Reprodução/SFC) Master O Caso Master revela que corrupção e poder seduziram a elite dirigente do Brasil, sem fazer distinção entre esquerda e direita. Claros estão agora os motivos de não haver um relatório final da CPMI que, teoricamente, investigou o maior golpe financeiro da história brasileira. Versões foram divulgadas, mas daí seguiram para a pizzaria do Congresso Nacional. A dúvida que fica é: e agora? Rubem Silva - Santos Oswaldo Justo A história de Santos não foi construída apenas por grandes acontecimentos. Foi construída, sobretudo, por pessoas que compreenderam que servir à cidade sempre será maior do que ocupar um cargo. O centenário de nascimento de Oswaldo Justo nos convida a revisitar a memória, refletir sobre a democracia e pensar no tipo de liderança que desejamos construir. O dia 16 de setembro não marcará apenas os 100 anos de seu nascimento, e sim a lembrança de um período em que Santos precisou reencontrar sua própria voz. Recordar Oswaldo Justo não significa viver preso ao passado. Significa compreender que a democracia exige cuidado permanente, participação popular e memória ativa. Santos segue olhando para frente, mas jamais deve esquecer aqueles que ajudaram a proteger sua voz, sua identidade e sua dignidade nos momentos em que o silêncio parecia mais fácil. Jorge Fernandes - Santos Urbano Caldeira Em 6 de setembro de 1890, nasceu em Desterro, hoje Florianópolis, aquele que é considerado pelos santistas um de seus maiores abnegados: Urbano Villela Caldeira Filho. Ele chegou ao Peixe em janeiro de 1913, época em que o clube tinha as cores brancas e azuis com frisos dourados, e se dedicou de corpo e alma em prol da agremiação na qual foi jogador, técnico e dirigente esportivo. Defendeu o Santos com unhas e dentes, jamais deixando de amá-lo. Urbano Caldeira passou a ter seu nome na praça de esportes do clube em 1933, logo após seu falecimento, em 12 de março daquele ano. O lendário barriga-verde é eterno na memória dos torcedores santistas. Guilherme Gomez Guarche - Santos Futuro de Santos Recentemente, li em A Tribuna uma reportagem sobre áreas existentes em Santos destinadas à atender o crescimento da cidade. Confesso que, ao contrário da maioria dos leitores, essa previsão me assustou. Nasci em Santos, mas em razão de estudos e, posteriormente, da minha vida profissional, moro em São Paulo. De todo modo, estou sempre acompanhando a evolução e o progresso de minha terra natal. Recentemente, estive em Santos e me assustei com o trânsito e a profusão de motocicletas, transitando sem quaisquer regras e fiscalizações. Alguns edifícios chegam a ter quase 50 andares. Assim, meu desejo de aposentar e voltar para minha terra virou só um sonho. Lembro de um excelente prefeito de São Paulo, Olavo Setúbal, que há 50 anos alertou para o crescimento desordenado da cidade e pregava: “São Paulo precisa parar de crescer”. Ninguém o ouviu, mas hoje podemos constatar a correção e acerto de seu alerta de décadas atrás. Luiz Antônio Alves de Souza - São Paulo Logística A Tribuna tem publicado diversas matérias sobre logística e na semana passada divulgou um dos projetos mais promissores e esperançosos para o setor: o Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050). O plano se destaca, especialmente, por suas concepções fundamentadas no conceito de sistema — ou seja, na integração multimodal —, em que o porto do futuro é planejado como uma verdadeira política pública de Estado. Com essa visão de longo prazo, o projeto tem potencial para prosperar, gerando mais empregos e riquezas. Fica a torcida para que o PNL 2050 seja efetivamente aplicado. Aluisio de Souza Moreira - Santos