Política (1) Em 1988, Ulysses Guimarães anunciou: “Hoje, no que tange à Constituição, a Nação mudou”. Até mudou, mas será que nós mudamos? A Constituição nasceu para limitar poderes e proteger o cidadão. Quase quatro décadas depois, assistimos a disputas entre Executivo, Legislativo e Judiciário, decisões controversas, suspeitas de conflitos de interesse e acusações de corrupção que alimentam uma pergunta incômoda: quem está, realmente, no centro das decisões: o povo ou o jogo de interesses do poder? Talvez a maior ameaça à Constituição não seja rasgá-la. Seja permitir que ela continue escrita no papel, enquanto seus princípios se afastam da vida real. Chegou o 4 de outubro, dia das eleições nacionais, momento em que o povo tem o poder. Saber exercer seu direito é fundamental para o Brasil seguir em frente. Jorge Fernandes - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Política (2) No Brasil varonil, na mais alta corte, narrativas num processo relâmpago foram suficientes para condenar e prender. Enquanto o amigo, mesmo após todos os recursos de defesa, foi condenado em três instâncias, ficou livre até da peneira política, valores recuperados foram devolvidos e hoje se tornou presidente. Parece mentira, mas é verdade. Numa inversão de valores, o indivíduo envolvido pelas narrativas está preso e o triplamente condenado está na Presidência. Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES) Política (3) Completou 18 anos, em setembro, a falência do Lehman Brothers nos EUA. À época, houve um tsunami financeiro global. Com prestações que se tornaram impagáveis, muitas famílias americanas e de outros países perderam seus imóveis, financiados por aquele e outros bancos. Aqui, essa crise ocorreu no meio do 2º mandato do presidente Lula, que disse tudo não passaria de uma marolinha. Porém, muitos anos antes disso, em março de 1990, a ministra da Fazenda do presidente recém-eleito Fernando Collor, Zélia Cardoso de Mello, confiscou todos os ativos financeiros em bancos, inclusive nossas poupanças. O que um fato tem a ver com outro? Trata-se de um alerta, pois isso tudo pode ocorrer de novo se escolhermos o candidato errado a presidente hoje. Antonio Sergio de Jesus - São Vicente Política (4) Parabenizo e concordo com Rubem Silva, que no último dia 22 sugeriu em carta publicada na seção Tribuna do Leitor que as eleições deveriam ser unificadas e de quatro em quatro anos, terminando com as disputas eleitorais de dois em dois anos. Vou além: por mim, os candidatos só poderiam se candidatar duas vezes para o mesmo cargo, dando oportunidade para novos pensamentos e novas ideias, que podem ajudar cidades, estados e o Brasil. José Luis Trevisan - Santos Trânsito Sugiro à Prefeitura de Santos ou aos nobres vereadores uma obra que classifico como importante. Falo da ponte da Avenida Washington Luís que serve à Avenida Rodrigues Alves. Naquele local, os veículos que vêm pela Rodrigues Alves e querem acessar o Canal 3 à esquerda, sentido praia, são obrigados a fazer uma manobra que considero perigosa. O alargamento da ponte possibilitaria essa manobra sem riscos e facilitaria o retorno de quem vem do Canal 3, sentido praia, e quer retornar sem acessar a praça para essa finalidade retorno. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Turismo comunitário A respeito do recente editorial de A Tribuna sobre turismo em Santos, acrescento o potencial do turismo comunitário. Projetos podem envolver moradores da região do Mercado Municipal, da Vila Pelé, da Vila Progresso, do Jabaquara e da Área Continental, para citar exemplos mais evidentes. Todos eles poderiam combinar essa atividade econômica com desenvolvimento social e sustentabilidade. Wagner de Alcântara Aragão - Santos