Cultura ocidental O Ocidente atravessa um profundo rearranjo cultural, marcado pelo avanço do progressismo, pela secularização e pelo fortalecimento de comunidades islâmicas. O enfraquecimento de referências religiosas, familiares e identitárias convive com grupos que preservam forte coesão espiritual e valores tradicionais. Surge daí um paradoxo: progressistas e muçulmanos podem convergir politicamente em torno do multiculturalismo, enquanto princípios ligados à família e à moral aproximam muçulmanos, cristãos e judeus. Essa transformação, porém, impõe um dilema: valores religiosos podem ocupar maior espaço sem comprometer a liberdade individual e a laicidade? O futuro talvez não seja um choque inevitável entre civilizações, mas uma complexa negociação entre fé, tradição, integração, pluralidade e os direitos fundamentais das democracias ocidentais. Sergio Fang - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! G20 A próxima Cúpula do G20 acontecerá em 14 e 15 de dezembro, nos EUA. O que era para ser um fórum de discussões econômicas multilaterais, já carrega a mancha da polêmica. Donald Trump, o autocrata, anunciou na sua rede social que não convidará a África do Sul (membro fundador) para a cúpula. Os argumentos para a negativa são os mais esdrúxulos possíveis, bem ao feitio Trump de agir. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Política (1) Encerrado o período eleitoral, esperamos que a direita esqueça o revanchismo e ajude o País a se desenvolver para ajudar o seu povo. A família Bolsonaro, que mais parece americana do que brasileira, ajudou muito o País com sua derrota. Que o presidente reeleito, um nordestino que tanto ajudou nossa nação, possa trabalhar e impedir a ação dos maus políticos. Vamos encher os nossos peitos e dizer: “Todos juntos, vamos, pra frente, Brasil!” Josemilton de S. e Silva - Guarujá Política (2) A veia golpista do bolsonarismo é conhecida e a conduta de Flávio Bolsonaro ao duvidar das urnas, deixar o País e mudar de versão sobre a própria carta só escancara sua incapacidade de liderar a oposição. Ele questiona os 4,4 milhões de votos de diferença favoráveis a Lula, ignorando que foi a rejeição ao seu projeto que definiu a eleição. Na Baixada Santista, o apoio isolado de um deputado estadual do PL, afirmando que “a ditadura é oficial”, beira o absurdo. Classificar o País como ditadura quando o grupo conta com familiares no Congresso, a maior bancada e 59 milhões de votos é mera cortina de fumaça para esconder o medo de prestar contas à Justiça. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Educandário Triste a situação do antigo imóvel do Educandário Anália Franco, em Santos. Já acompanhamos a deterioração de outros locais históricos da Cidade, como a antiga sede da Etec Escolástica Rosa. Até quando os prefeitos e demais autoridades continuarão usando “band-aid” em fraturas expostas? Urge que, de mãos dadas com governos Estadual e Federal e as empresas do ramo imobiliário, seja aprovado um plano para o assunto, pois é nítido que um prédio como o Anália Franco precisa ser demolido para que, em seu lugar, construa-se algo moderno e útil, mesmo que 50% da área que ocupa seja cedida a algum empresário em troca da benfeitoria, assim como fizeram com os clubes. Luiz Alberto Reis - Santos Futebol Em 10 de dezembro de 1995, o velho Pacaembu foi cenário de uma das maiores emoções da minha vida. O Santos bateu o Fluminense por 5 a 2. Aquela noite mágica consagrou a melhor das 142 exibições do craque Giovanni pelo Peixe. O ápice do sentimento ocorreu no intervalo: em vez de descer ao vestiário, o elenco permaneceu no gramado. Ali, cercados pela energia positiva que descia das arquibancadas, os jogadores ouviram as palavras de Cabralzinho. Foi uma cena de arrepiar e arrancar lágrimas. Guilherme Gomez Guarche - Santos