História salva Foi com imensa satisfação que li em A Tribuna sobre a restauração do navio Professor W. Besnard, que fez viagens ininterruptas por 23 anos. Trata-se de algo que temos de nos orgulhar e colocar nos ensinamentos escolares: uma jornada pela ciência e pelo conhecimento. Claro, incluo nisso os cientistas e as tripulações, com sacrifícios de suas vidas para levar o Brasil ao topo do conhecimento sobre a Antártida. Entendo que fica constatada a ineficiência política de plantão de nosso País desde o momento em que se retirou de operação este importante símbolo nacional. Políticos federais, estaduais e municipais poderiam mostrar boa vontade para se recuperar e manter algo importante aos brasileiros. Parabéns a Antônio Carlos da Mata Barreto e Fernando Liberalli. Não podemos jogar a história fora. Cesar Tavares da Cunha - Santos Valongo Quando uma roda gigante é considerada a maior atração de um empreendimento que supostamente se compara com o conhecido Puerto Madero, em Buenos Aires, todos devem se preocupar. Para uma cidade que se diz turística, parece muito pouco. Lamentavelmente, ao compararmos a exploração do turismo em outras regiões, vemos que Santos está muito atrasada. Como o Nordeste, por exemplo. A visão limitada do Poder Público local, a falta de investidores privados com interesse em investir e a falta de poder aquisitivo do brasileiro contribuem para que a revitalização do Centro da Cidade continue sendo apenas um sonho. Paulo Roberto de Santana - Santos Visão sobre a ditadura A visão de que a ditadura militar no Brasil foi um período de prosperidade e salvou o País do comunismo é amplamente contestada pelos que viveram o regime. Entre 1964 e 1985, houve repressão severa contra qualquer forma de oposição política. Muitos críticos do governo foram presos, torturados e mortos. A censura era uma realidade, com imprensa e liberdades individuais fortemente controladas. O regime militar esteve envolvido em esquemas de corrupção. Empreiteiras foram beneficiadas por contratos superfaturados e conexões privilegiadas. O milagre econômico dos anos 1970 foi impulsionado em grande parte por endividamento externo e políticas econômicas que apadrinharam o capital estrangeiro. A diversidade de perspectivas sobre esse período reflete a complexidade da história do Brasil moderno e a importância de um debate informado e crítico sobre o seu legado. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Futebol amador Mesmo com um problema físico de nascença, sempre gostei de esportes. Minha saudosa mãe dizia que ficava muito preocupada pelo fato de minha perna esquerda ser mais fina que a direita. Na minha juventude, eu jogava de lateral-direito, mas depois de uma entrada maldosa de um adversário, não tive mais condições de ficar na linha e fui para o gol. Foi aí que me destaquei. Quando Vicente de Carvalho ainda era Itapema, com muitos times amadores, eu era chamado para defender várias equipes. Gostava tanto de ser goleiro que só parei de jogar aos 56 anos. Até uns tempos atrás, aos sábados, domingos e feriados, só me encontravam em algum campo de futebol. Agora, com três vértebras quebradas, não dá mais nem para ver a mocidade jogar. Josemilton de S. e Silva - Guarujá Futebol profissional Vendo os jogos da nossa sofrível seleção brasileira, fiquei pensando e acabei me calando sobre o Santos Futebol Clube. Cheguei à conclusão que o futebol brasileiro acabou. Antes, montávamos brincando três seleções e hoje não se consegue ter uma. Não há mais aquele meia-esquerda criativo, que comanda o trecho central do campo, nem um volante que defenda e saia com a bola. Centroavante que sabe marcar gols e jogadores que batam faltas? Também não. Hoje temos um bando de “atletas”, não jogadores. Dizer que Vini Jr, Rodrigo e Endrick são craques é tirar uma com Ronaldo, Romário, Giovanni, Alex, Marcelinho... Os atuais são jogadores acima da média, mas não craques, pois craque decide jogo e chama a responsabilidade para si. Hoje, o último craque do Brasil se chama Neymar. André Durante - São Vicente Santos Film Fest Por questões pessoais, não pude comparecer à abertura do 10º Santos Film Fest, o que me deixou bem triste, mas logo me recuperei e acompanhei boa parte do festival em Santos, inclusive a virada cinematográfica e outras atividades. Mais uma vez, André e Paula Azenha e toda a sua equipe acolhedora presentearam a cidade e todos os amantes de arte e cultura com uma programação incrível e inclusiva. Rodrigo dos Santos Rema Alves - Santos