(Rogério Soares/ AT) Flanelinhas (1) A rua é pública e já pagamos IPVA para circular, impostos para a manutenção do asfalto e Zona Azul para estacionar legalmente. Criar mais uma cobrança, travestida de “regulamentação”, é oficializar um pedágio abusivo sobre o contribuinte. É inacreditável que um vereador de Santos queira regulamentar a atividade dos flanelinhas, incluindo até pagamento por Pix. Isso não é organizar a cidade, é terceirizar a segurança pública que já pagamos e não temos. O poder público tem o dever de fiscalizar as vias e garantir o direito de ir e vir com segurança, sem oficializar uma prática na qual o motorista engole a seco, por puro medo de ter seu veículo riscado ou depredado. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Flanelinhas (2) A proposta de regulamentar os flanelinhas em Santos representa a institucionalização do constrangimento ao cidadão. Exigir cadastro, antecedentes criminais, comprovante de residência e até pagamento por Pix não muda a essência do problema: motoristas continuam sendo pressionados a pagar para estacionar em vias públicas que já pertencem à população. Na prática, trata-se da legalização de um achaque cotidiano. O cidadão quer segurança, liberdade para estacionar e presença efetiva do poder público, não a oficialização de uma atividade que há anos gera medo, intimidação e conflitos nas ruas. Valter Domingos Branco Filho - Santos Prédios históricos Quem é de Santos e passa por prédios como os do Educandário Anália Franco, na Av. Ana Costa, e da Escolástica Rosa, na Av. Bartolomeu de Gusmão, deve estar se perguntando: como podem as autoridades locais deixarem monumentos belíssimos, que fazem parte da história da cidade, chegarem a tamanho abandono? O prédio da Av. Ana Costa, que lembra museus europeus, necessita de muitos investimentos para a reforma. Porém, é mais provável que se torne um arranha-céu, como o restante da cidade. Uma pena, pois Santos, que se candidata a ser uma cidade turística, perde com isso mais um espaço de sua história. Cristina Ferreira - Santos Sucateamento da Saúde Após um ano do fórum A Região em Pauta, promovido pelo Grupo Tribuna, sobre o caos da saúde pública, nenhum progresso houve e permanece a carência de 1,8 mil leitos SUS na região. Nada aconteceu em relação à absurda e inexplicável redução, pela metade, de leitos SUS nos últimos dez anos. Não houve a implantação da integração digital das centrais de regulação municipal e estadual. Enquanto isso, houve expressivo aumento no orçamento da saúde, de R\$ 1 bilhão em 2025 para R\$ 1,250 bilhões em 2026. Além disso, milhões de reais são destinados anualmente à saúde pública em constantes emendas parlamentares. O sucateamento da saúde pública é falta de gestão das autoridades. Bruno Karaoglan Oliva - Santos Falsos brilhantes Artigo publicado na Tribuna Livre de ontem, com o título acima, de Adilson Luiz Gonçalves, me fez lembrar do Hitler, que com seus gritos e gestos teatrais levou o povo alemão a uma fatídica guerra, que além da derrota acabou dividindo o país em dois. João Horácio Caramez - Santos Igualdade racial Prefeita Audrey Kleys, receba o respeito e o reconhecimento de todos nós que seguimos na caminhada pela igualdade racial em Santos. Sua presença na cerimônia da Medalha Quintino de Lacerda 2026 vai além do ato institucional. Ela representa sensibilidade, compromisso e respeito por histórias que carregam luta, resistência e transformação social. Cada homenageado simboliza a força de quem abriu caminhos, enfrentou o preconceito e ajudou a construir uma Santos mais justa, humana e consciente de sua própria história. Honrar o legado de Quintino de Lacerda é manter viva a memória de quem lutou pela liberdade, pela dignidade e pelo direito de existir com voz e pertencimento. Jorge Fernandes - Santos