Foto ilustrativa (Arquivo/Defesa Civil de São Paulo) Não é coincidência As chuvas volumosas que destroem cidades brasileiras têm em comum o fato de que acumularam dezenas de milímetros de água num pequeno espaço de tempo. Outra “coincidência” é o fato de que os governadores e os prefeitos das cidades atingidas nada fizeram para conter enchentes, evitar desmoronamentos, canalizar córregos e rios, realizar obras de contenção e tirar do papel demais intervenções. Ou todas as verbas específicas para essas demandas foram realmente aplicadas com essa finalidade em Porto Alegre, Juiz de Fora, São Paulo e outros locais? Estamos cheios de políticos que não acreditam em crise climática, são negacionistas e péssimos gestores. Rafael Moia Filho - Bauru (SP) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Volúveis Diz-se volúvel daquele que muda com facilidade. O que se vê em ano eleitoral é a personificação mais clara da volubilidade. É um tal de troca daqui, vai para ali, vem para cá que acaba por causar ainda mais descrédito nos partidos políticos. Não à toa, o Brasil conta hoje com 30 partidos formados e 23 aguardando regularização junto ao TSE. Raros são os partidos “raiz” que mantêm a mesma sigla e não se fundiram a outros ou mudaram de nome, trocando o “P” de partido por uma marca. Em razão das benesses financeiras, dificilmente conseguiremos reduzir esse número a um patamar que represente, de fato, todos os espectros políticos. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Péssima idolatria Acompanhar diariamente neste espaço alguns apaixonados pelo ex-presidente, agora presidiário da Papudinha, é tragicômico. Algumas das pérolas ditas por ele nos últimos anos reforçam uma estupidez impressionante, com frases como “vamos fuzilar a petralhada”, “eu sou favorável à tortura”, “não estupro porque é feia”, “pintou um clima”, “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff” e “aqui está minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, em visita ao Paraguai. Não à toa, foi o único presidente a não se reeleger. Com tantos índices favoráveis atualmente no País, o bom seria essa turma ficar calada. Antonio Sergio de Jesus - São Vicente Benefícios Vejo leitores criticando medidas assistenciais do Governo Lula, como o vale-gás. Imediatamente me lembro de muitos casos de queimaduras, alguns fatais, durante o Governo Bolsonaro, quando pessoas recorriam ao álcool para cozinhar por falta de recurso para compra do gás de cozinha. É fácil criticar quando não temos empatia pelos menos favorecidos. Não me importo de pagar impostos se vejo algum retorno para a tentativa de menor desigualdade social. E não vejo vantagem em viver numa mansão e não poder sair às ruas para evitar encarar a miséria. O mais curioso é notar que as críticas aos programas sociais partem invariavelmente de pessoas que se dizem “cristãs, de bem, defensoras da família e da bondade”. Wania Rangel - Santos Auxílio social O auxílio social é importante, mas de forma temporária, com vigência máxima de dois anos. Tempo suficiente para o favorecido se restabelecer, sobreviver com o fruto do próprio trabalho. Hoje, 90 milhões de brasileiros têm auxílio social e muitos deles, para não perder a ajuda, se recusam a trabalhar. Daí a falta de recursos para melhorar as obrigações governamentais. Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES) Agressão Pela atitude do deputado federal Rogério Corrêa (PT-MG), que agrediu o presidente da CPMI do INSS, ficou claro que ele reconheceu que o tal Lulinha levou propina, grana ou algo mais do tal Careca do INSS por meio de laranja. Ao agredir o presidente da Comissão, o parlamentar mostra que a violência que o PT tanto critica é utilizada sem cerimônia quando a coisa aperta para o lado deles. Espero que o fraco Hugo Motta (Republicanos-PB) enquadre esse “anjo”. Marieta Barugo - São Paulo