[[legacy_image_275087]] ICMSÉ superestimar a burrice do povo ao impor a alíquota de valor único numa situação de deflação (seja para combustível ou para qualquer outra coisa). Por meio de um exemplo bem simples, demonstrarei aqui como percentualmente o ICMS é aumentado quando a Petrobras reduz os preços dos combustíveis. Vamos lá, então. Preços hipotéticos do litro do combustível tendo como base de cálculo os seguintes valores: R\$ 2,78 e ICMS fixo de R\$ 1,22 (correspondendo a 43,88% do preço do combustível). Se houvesse uma redução de R\$ 0,13, teríamos para o novo preço do litro: R\$ 2,65 e de ICMS R\$ 1,22 (correspondendo agora a 46,04% do preço do combustível). Percebe-se que percentualmente o ICMS aumentou em 4,92% enquanto o do combustível diminuiu em 4.68%. Franz Josef Hildinger - Praia Grande Políticos e privilégiosEnquanto dois colegas de profissão, médicos, ficam trocando farpas aqui na coluna do leitor sobre política, os deputados federais aprovaram em regime de urgência, em votação relâmpago, um projeto de lei contra a -vou tentar não rir - discriminação de políticos. PT, PP, PL votaram a favor. Para manter e aumentar os privilégios, eles se unem. Não percam seu tempo defendendo quem não merece! João Paulo Vernieri - Santos Pedra no sapatoPor vezes estamos caminhando na rua e uma pedrinha, inadvertidamente, adentra o nosso sapato nos incomodando. Para acabar com esse desconforto paramos, tiramos o sapato, jogamos a pedrinha fora, colocamos o sapato e seguimos tranquilamente a nossa caminhada. Dito isso, podemos transpor essa situação à situação envolvendo o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto: tem o povo, que somos nós caminhando na rua; o Banco Central, que é o sapato; e Roberto Campos Neto, que é a pedrinha. Enfim, peço desculpas a todos pelo excesso de sutileza. Pedro dos Santos Neto - Santos O rádio“Saudades do que não vivi”, crônica apaixonada do grande escritor Adílson Luiz Gonçalves, publicada ontem em A Tribuna. Esse artigo nos remete aos tempos dos cinemas nos bairros, lambe-lambe nas praças, Parque Balneário, de Gilberto Mendes, Cineclube Maurice Lègeard e nosso maior comunicador, o rádio, aquele que, através das ondas curtas, embalava nossos sonhos. Faz tempo que não ouvimos “um realejo a remoer melodias”, pois nosso poeta Chico Buarque o colocou à venda, por acreditar que hoje em dia não tem serventia, pois sua sorte, seu desejo ninguém mais veio tirar. Felizmente, restou a saudade do tempo que vivemos e desfrutamos. Obed Zelinschi de Arruda - Santos Lula e o PTObrigado, Alcindo. Sua leitura sobre Lula e o PT, em A Tribuna de domingo passado, foi precisa. Santos em grande parte não gosta de Lula. É um direito, porém, iniciar argumentos com adjetivos sempre depreciativos e preconceituosos (bêbado, “nine”, nordestino - para ficar só nestes três) é iniciar discussão já perdida. Quem ofende perde. Quem agride perde. Tivemos os últimos quatro anos em que insultos, palavrões e agressões foram elevados à categoria de “virtude”. Precisamos ser melhores que isso. O debate construtivo só acrescenta. Atitudes extremas só destroem. Renato Caetano de Jesus - Santos CET-SantosA CET-Santos divulga a segurança no trânsito em campanhas esporádicas, mas na prática não aplica o que ensina. Na Avenida Afonso Pena, de grande movimento, a ausência de faixas separando as vias de rolamento continua provocando acidentes frequentes sem que a CET-Santos providencie sua pintura. Está esperando que aconteça alguma tragédia no trânsito intenso de veículos que por ali circulam diariamente? Não é por falta de aviso. Roberto Xavier - Santos TransformaçãoEstamos vivendo o mundo em transformação, com dois polos em especial: pesquisa e inovação na parte fabril, mas também na ambiental. Notamos que o ser humano muitas vezes se esquece que viajamos numa nave pelo espaço. Que não tem portas nem janelas por onde se possa jogar fora o lixo que produz. Ele vai se acumulando dentro dessa nave, em todos os espaços dela, na terra e no mar. O tempo é curto e os nossos legisladores votam leis que apressarão o nosso fim. Ao não cuidarem do nosso meio ambiente nos vários biomas, como a Mata Atlântica, a poluição de nossos rios, pela garimpagem e emprego do mercúrio, que contamina não só a água, mas os seres vivos que nela vivem e os animais que dela bebem. Logo teremos legisladores que achem mais prático deixar toda a legislação com a inteligência artificial, que será mais rápida e menos cansativa. Se isso acontecer, a despesa será menor e a receita, maior. Aí o ser humano terá mais tempo para trabalhar em favor dos robôs, que nos comandarão. Fernando Martins Braga - Santos