Pedestre Um dia alguém segurou a sua mão para ensinar que atravessar uma rua exigia cuidado. Hoje, essa mesma segurança depende das escolhas de quem conduz um veículo. Em algum momento do dia, todos nós, sem exceção, somos pedestres. Cada pessoa que atravessa uma rua leva muito mais do que uma mochila ou uma sacola. Leva sonhos, histórias que ainda precisam continuar e pessoas esperando pela sua volta. A faixa de pedestre é mais do que uma sinalização. É um compromisso de respeito com a vida. No sábado, Dia do Pedestre, escolha desacelerar, enxergar quem está à sua frente e lembrar que nenhuma pressa vale mais do que um reencontro. Quando você desacelera, uma história continua sendo escrita. Quando você respeita a travessia, uma família continua completa. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Jorge Fernandes - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Lombadas Outro dia foi publicado nesta coluna um desabafo sobre o excesso de lombadas em Santos. Porém, contraponho a opinião do leitor com um argumento: se há muitas lombadas, é devido ao excesso de motoristas, que ultrapassam a velocidade permitida, impossibilitando a travessia de pedestres. Por exemplo: em frente à Praça do Sesc, antes da lombada, era impossível atravessar, com ocorrências de atropelamentos. Com a lombada, ficou mais fácil, mas há motoqueiros que xingam os pedestres por terem que parar no local. Com cada vez mais pessoas saindo de outros locais e procurando Santos para morar, o trânsito está cada vez mais caótico e violento. Desta forma, são necessárias mais lombadas que minimizem acidentes graves. A prevalência de pessoas idosas e com dificuldade de locomoção em Santos também justifica a implantação. Desta forma, agradeço à CET-Santos por atender aos pedidos dos moradores. Cristina Ferreira - Santos Espaço público Tenho percebido que em Santos o espaço público é rifado aos poucos e consumido por interesses privados, quase sempre sem benefício proporcional para o cidadão. A ideia de que o que é público não é de ninguém é conveniente para quem acredita que os espaços da cidade existem para seu próprio conforto e vantagem. Nos bairros comerciais, as cenas se repetem: carros avançam sobre faixas de pedestres, caminhões ocupam calçadas, mesas invadem áreas de circulação e o interesse coletivo cede lugar à conveniência de poucos. O espaço público não é terra de ninguém. Pelo contrário: pertence a todos. O cidadão paga impostos para ter uma cidade organizada, acessível e segura. Em troca, vê seus espaços serem ocupados, negociados e reduzidos por aqueles que se beneficiam da estrutura sem assumir seus custos. Uma cidade não perde apenas espaço quando isso acontece. Perde cidadania. Ricardo Murça - Santos Bullying fatal É muito triste quando famílias choram a morte de seus entes queridos. Que a tragédia do último fim de semana na fábrica da Bombril sirva de lição e aprendizado sobre os limites do respeito e da educação entre os colaboradores no ambiente de trabalho. Não existe brincadeira entre adultos. Luiz Guillermo R. B. Fierro - Santos Porto & Mar Parabenizo o colunista Maxwell Rodrigues, de Porto & Mar, por mostrar em seus textos todos os caminhos da cadeia logística, abordando de forma exemplar o atraso pernicioso vivido há décadas pela infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária. Estamos hibernados em criação de leis, múltiplas licenças, burocracia anacrônica e tantos outros adjetivos. Os operadores privados, na medida do possível, contribuem de forma exemplar com ações na tentativa de minimizar inúmeros problemas, mas os atores municipais, estaduais e federais continuam na fórmula política de complicar e não simplificar. Luciano Lousada - Santos