O leitor Roberto Xavier, de Santos, falou sobre a sincronização dos semáforos na Cidade (Vanessa Rodrigues/AT) Taxação A quem critica a taxação de milionários com a desculpa de que eles geram empregos, faço uma observação: eles geram empregos porque isso rende lucros. Não é caridade. Quando tiverem chance, não substituirão pessoas por máquinas, como no agronegócio e na indústria automobilística? Eu, pessoa física, que não chego a R\$ 5.000,00 de salário-base, pago 27,5% de Imposto de Renda e também sou gerador de empregos, pois consumo produtos, compro serviços, faço girar a economia e, quando sobra algum, invisto na poupança, cujos recursos o Governo Federal emprega em programas sociais. Rubem Silva - Santos Porto Em artigo publicado no dia 22, o advogado especializado em Direito Marítimo Thiago Miller apresentou problemas do setor portuário no País e os resultados obtidos com a privatização do Porto de Vitória (ES). Contudo, no Porto de Santos, não chego à conclusão de que a gestão deva ser privatizada. Além de a Autoridade Portuária de Santos (APS) ter encerrado o ano de 2023 com R\$ 2 bilhões em caixa, é preciso considerar os modelos existentes em vários países. No exterior, prevalece o landlord port (exploração público-privada), que possui autoridade portuária pública fiscalizando e regulando atividades portuárias. As exceções são Singapura, que por ser uma Cidade-Estado possui o modelo service port (totalmente público) e os portos ingleses, com modelo full privatized port (exclusivamente privado). Na Inglaterra, entretanto, já se começa a avaliar uma mudança no modelo, mediante interesse chinês na aquisição de uma das principais exploradoras dos complexos portuários locais. Adrei Antonio Degásperi - Santos Trânsito Esdrúxula e fora de contexto a resposta da CET, na semana passada, para justificar o sincronismo dos semáforos de Santos. Como dito, prestigiaram meia dúzia de vias principais em detrimento de centenas de vias transversais importantes à mobilização urbana. Enquanto a fluidez aumenta naquelas vias, o acúmulo de veículos aguardando a liberação do semáforo sobe, provocando congestionamentos e impedindo moradores de entrar e sai de suas residências livremente. Isso acontece a qualquer hora do dia. Além da poluição do ar devido aos veículos parados e poluição sonora pelos buzinaços dos apressados e impacientes, há as sirenas de ambulâncias que pedem passagem. Para quem depende da mobilidade, não houve melhoria alguma. Roberto Xavier - Santos Urnas x pagers Noticia recente chamou a atenção do mundo. Em algum momento entre a fabricação e entrega ao consumidor, pagers foram alterados e transformados em armas controladas externamente. Não sou dado a teorias da conspiração, mas o que se revelou foi que nenhum sistema está seguro. O ponto forte das nossas urnas eletrônicas é que elas não possuem conexão com sistemas externos. A confiança é tanta que o código fonte foi inclusive liberado para testes e verificações. Se um chip alterado for usado na montagem de uma dessas urnas, seria o suficiente para abrir o sistema a acesso externo. Fica o alerta às autoridades para que a auditoria se inicie na fabricação e teste dos componentes. Que exista de alguma forma de checagem dos resultados, sob pena de termos interferência no nosso processo, motivo de orgulho, mas que precisa ser monitorado. Valter Domingos Branco Filho - Santos Gol irregular O primeiro gol santista na partida contra o Ituano, terça-feira, foi “irregular”. Motivo: nas imagens da TV, nota-se visivelmente um quero-quero em “total impedimento”. Nota zero para o árbitro! João Horácio Caramez - Santos Rumo da prosa Temas construtivos podem trazer discussões sobre melhorias para a sociedade, soluções inovadoras e até inspirar ações práticas. É incrível como algumas pessoas usam esse espaço apenas para criticar o governo atual, não apresentando argumentos construtivos e ignorando tópicos relevantes. Que tal mudar um pouco o rumo da prosa, elevando o nível do debate? Gilberto Pereira Tiriba - Santos Preocupação A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse recentemente que devem ser cortados gastos em setores ineficientes. Essa declaração deixou os congressistas de Brasília em polvorosa. Pedro dos Santos Neto - Santos Política Li comentário nesta coluna que “petistas” e a esquerda “adoram” falar de nazismo e fascismo. Nós, esquerda e direita, não adoramos, temos certeza da necessidade de falar sobre o assunto. Quem adora essas atrocidades são os extremistas. Acertou quando disse que adoramos a democracia. Tolerância é necessário, mas em muitos casos isso não basta. Somos antinazistas, antifascistas, antirracistas e isso nada tem a ver com cores ideológicas, tem a ver com humanidade. Renato Caetano de Jesus - Santos