Copa do Mundo (1) Aproxima-se a maior festa do futebol, a Copa do Mundo. Ela seria uma grande celebração, não fossem os últimos acontecimentos. A guerra na Ucrânia, o conflito no Oriente Médio e outras atrocidades cometidas no mundo lançam sombras sobre o evento. Agora, 120 organizações da sociedade civil e grupos de torcedores enviaram um alerta de viagem a potenciais visitantes dos EUA, advertindo que pessoas de comunidades imigrantes, minorias raciais e étnicas e comunidade LGBTQIA+ são “os mais vulneráveis a danos graves” ao viajar pelo país. Há restrições totais ou parciais de entrada para visitantes de 39 países. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Copa do Mundo (2) A Copa do Mundo bate à nossa porta. Temos desfalques de suma importância (Estêvão machucado e Neymar numa fase insegura) e a teimosia de Carlo Ancelotti em não convocar Thiago Silva. Não tem explicação o treinador italiano, com toda a sua vivência, ignorar Thiago Silva, com 41 anos de experiência e ainda com ímpar destaque no time que atua. Assim ficará difícil conseguirmos o hexa. Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES) Psicologia em quadra O Santos Open Beach Tennis 2026 levará amanhã o esporte à Praia do Gonzaga — e, junto com ele, uma oportunidade pouco comum: conhecer a psicologia na prática. Em parceria com a Unip, alunos e professores estarão em tendas oferecendo orientações sobre foco, ansiedade, tomada de decisão e desempenho. Ainda se associa psicologia a “consertar problemas”. Mas, em ambientes de alta exigência, como o esporte, ela aparece antes: preparando a mente para lidar com pressão, erro e imprevisibilidade. Quem compete sabe: técnica não sustenta sozinha. Sem organização emocional, o jogo desanda — mesmo quando o corpo responde. A proposta é simples: mostrar que saúde mental não é último recurso. É parte do preparo. Porque, no fim, não vence só quem treina mais. Vence quem consegue jogar bem — mesmo quando as coisas não saem como o esperado. Ricardo Murça - Santos Guerra da praia Muito discutimos por espaço no trânsito. A verdade é que somos todos errados e apontar o dedo uns para os outros nada resolverá. Todos queremos viver e aproveitar o belo espaço litorâneo. Ao nos acusarmos, ignoramos uma saída muito melhor para nossos problemas. Para que manter espaço para estacionamento de carros na orla? Pedestres, corredores e ciclistas lutando por espaço enquanto carros ficam parados à toa? Que se proíba o estacionamento e se transforme esse espaço em uma nova ciclovia ou pista para corredores. Antônio Fernandes - Santos Gilmar Mendes Olhem o nível do decano do Supremo Tribunal Federal, que usou como exemplo de algo ruim uma hipotética fabricação de bonecos homossexuais de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais. A cada dia, o STF mostra que o Brasil está uma vergonha e se tornou um partido político. Marieta Barugo - São Paulo Praça Independência Já vi bondes cruzarem este círculo como quem atravessa o tempo. Vi cercas erguidas e derrubadas, arvores e espelhos d’água surgirem e desaparecerem como miragens. A praça mudou tantas vezes que acabou perdendo a si mesma. Hoje, o monumento permanece firme, mas solitário — cercado por um vazio que não acolhe. Falta sombra que abrace, falta vida que pulse, falta cuidado no desenho que guia os passos. À noite, a luz cumpre sua função, mas não revela a alma do lugar. O verde é raso, o mobiliário não convida, e o espaço virou apenas caminho, não destino. Santos merece mais do que isso. Ela precisa impactar para ser comparadas com outras praças icônicas internacionais. Portanto, merecemos que este símbolo volte a emocionar, a reunir, a inspirar. A praça pode renascer — basta que a tratemos como o coração que ela sempre foi. Sergio Fang - Santos