(Alexsander Ferraz/AT) Flávio Amoreira Quero parabenizar o poeta e escritor Flávio Viegas Amoreira pelos belos artigos publicados aos sábados. Com seus textos, Amoreira permite aos leitores deste importante e secular jornal ter à disposição valorosas pesquisas feitas com muito esmero, valorizando santistas ilustres que contribuíram para a formação de nosso País. Os artigos denotam a paixão que este santista nutre pela cidade e por todo nosso litoral, permitindo a todos que conheçam fatos e feitos desta brava gente brasileira. Parabéns ao jornal A Tribuna por manter esta coluna. Obed Zelinschi de Arruda - Santos Prioridades A Tribuna noticiou a Resolução nº 3 da Comissão Nacional das Autoridades Portuárias, com foco na preferência de descarga de fertilizantes nos portos. A Autoridade Portuária de Santos garantiu que atende a demanda dos fertilizantes. De fato, o Porto, desde os anos 60, tem normas para atracações e operações, onde os fertilizantes têm prioridade. Observa-se que, além de outros berços, após construído o terminal para fertilizantes na Margem Esquerda, em 1973, foram iniciadas as operações de descarga deste tipo de produto em celas segregadas. Registra-se, portanto, que a Cia. Docas de Santos já promovia prioridade para os negócios de exportação e importação brasileira. Aluisio de Souza Moreira - Santos A vida como ela era Telefone fixo, palha de aço na TV, internet a partir da meia-noite e fita K7 rebobinada na caneta Bic. Sobrevivi à virada do milênio e assisti à revolução digital de camarote, mas a minha saudade é daquele tempo em que a festa de verdade acontecia na garagem do vizinho. O ritmo envolvente e as luzes vibrantes nos atraíam para um redemoinho de rostos sorridentes e corpos em movimento. Queria falar com a menina no canto do salão? Nada de mensagem: o jeito era atravessar a garagem e olhar nos olhos dela. Na hora da música lenta, o peito disparava até alguém criar coragem. No fim, a volta para casa era a pé, sem pressa. Hoje vivemos reféns das telas, mas que falta faz a vida como ela era antes. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Sugestões As autoridades de Santos deveriam restringir a realização de eventos e shows a locais fechados, como ginásios e centros de convenções, para garantir o respeito à lei do silêncio com a adequada proteção acústica. Outra sugestão que dou é limitar a altura dos prédios, em prol da sustentabilidade. Maria Pereira - Santos Capacitismo Do lugar de onde escrevo, sei bem o que é capacitismo — e o que não é. Não é apenas ofensa direta. É também indiferença. É a dificuldade de acesso ao trabalho, a burocracia que não reconhece limitações reais e o olhar que reduz pessoas a “coitados”. Quem vive com deficiência não quer piedade. Quer oportunidade, autonomia financeira e participação social. Ninguém escolhe um acidente, uma doença ou nascer com limitações. Ainda assim, além dos desafios físicos ou clínicos, enfrentamos barreiras invisíveis. As adaptações necessárias custam mais. A exclusão também. Capacitismo é impedir que alguém exerça plenamente o que ainda pode — e muitas vezes pode muito. Ricardo Murça - Santos Bestialidade Entristece-me ver crescer a bestialidade humana. Vi um menino de 8 anos, na condição de fã, pedir a camiseta do Neymar no último jogo entre Santos e Corinthians, mesmo se declarando corintiano. Alguns estúpidos o hostilizaram, fazendo que deixasse a arena escoltado pela polícia, apavorado. O que dizer? O que compreender dessa intolerância? Nada, a não ser que sejam identificadas essas bestas e o ECA seja-lhes aplicado com rigor. Esse menino (e todos que apreciam futebol) deve ser livre para torcer e sonhar. Evandro Duarte - Santos