Ciclomotores Talvez o cidadão santista ainda não tenha entendido a novela dos ciclomotores. Talvez nem as autoridades. Motinhos elétricas, scooters e outros veículos autopropelidos se multiplicaram e hoje circulam sem padrão claro: ora nas ciclofaixas, ora nas ruas, ora nas calçadas – às vezes na contramão. A ausência de regras claras e fiscalização consistente gera insegurança para pedestres, ciclistas e motoristas. Não é demonizar novas formas de mobilidade, mas de integrá-las ao trânsito com responsabilidade. Se o crescimento continuar sem organização, consolidaremos a imagem de um trânsito desordenado, onde cada um interpreta a regra à sua maneira. Ricardo Murça - Santos Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Esportes Muitas federações esportivas vendem os direitos de transmissão de seus campeonatos a plataformas pagas. Isso gera recursos para as modalidades e as equipes, mas o esporte perde como um todo. Cada dia menos pessoas assistem às partidas de diversas modalidades, exceto futebol, de forma gratuita. Os torcedores ficam tristes por não verem seus times jogar e as novas gerações não criam interesse por vôlei, basquete e outros esportes. Será que esse é o caminho certo? Rene G. Santana - Santos Vereadores Tem repercutido de forma positiva a ideia do deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM), que anunciou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com o salário fixo de vereadores em cidades com até 30 mil habitantes. A PEC prevê que os legisladores desses locais atuem como ‘conselheiros’, recebendo por sessão. Os objetivos são ampliar a fiscalização e reduzir custos. Essa proposta certamente trará melhorias à administração pública. Daniel Marques - Virginópolis (MG) Contradições Em duas cartas recentemente publicadas neste espaço, ficam claras as contradições de quem ainda observa um quadro de muito perto. Um dos textos ataca o presidente da República, como se governar o Brasil não dependesse do Congresso e do ordenamento legislativo produzido (ou não) lá. O outro diz que “não vê tantas críticas ao governo atual”. A corrupção existe, sempre existiu, não começou nos governos de esquerda e não vai terminar nos de direita. A política não é o problema; ela só reflete a realidade da população, com o ‘jeitinho brasileiro’ aceito como virtude incontestável. Rubem Silva - Santos Sem rumo Falta rumo à direita brasileira. O que deveria ser um projeto de país tornou-se um festival de gritos e desabafos. Substituíram a estratégia pelo ressentimento, transformando a política em um palco de terapia em grupo. Nesse cenário, o espetáculo engole a gestão: saúde e educação viram notas de rodapé diante de brigas inúteis. Quando o entretenimento dita as regras, a política morre. É hora de decidir: a direita quer o barulho do protesto ou a responsabilidade de construir o futuro? Gilberto Pereira Tiriba - Santos Até quando? Parte da população precisa ter vergonha e pensar no Brasil de uma vez por todas, dando um basta a essa continuidade de escândalos, corrupção e viagens da cúpula do atual governo. Ainda bem que está chegando a hora disso acabar. Quanto ao início dos cursos do Instituto Federal em Santos, citado neste espaço, há anos na fila de espera, sigo com minhas dúvidas até o campus começar a funcionar na prática. E investir na educação é obrigação, pois estamos em baixa nos rankings mundiais desse segmento. Luiz Vinagre - Santos