Voluntariado Instituições, conselhos, sindicatos e autarquias mantidos com dinheiro público ou de categorias profissionais costumam ser geridos por seus próprios pares. Em muitos casos, eleitos sem concorrência. Dizem trabalhar de forma voluntária, mas a realidade é outra: diárias, jetons, verbas de representação e, não raro, salários. Essas remunerações dependem de um “fato gerador” e, então, o sistema faz o que sabe fazer bem: cria fatos. Projetos intermináveis, reformas mal resolvidas, metas inalcançáveis, eventos, congressos, cerimônias, mudanças que logo precisarão ser refeitas. Não se trata de serviço à categoria, mas de manutenção de estruturas que precisam se justificar para continuar pagando seus próprios gestores. Quem sustenta o sistema acredita que alguém trabalha “de graça”. Não está. Nunca esteve. Ricardo Murça - Santos Outono O outono é uma das estações do ano que merece mais atenção de quem sofre com problemas respiratórios. Com a queda das temperaturas e o tempo mais seco, aumentam a circulação de vírus respiratórios e a concentração de poeira, ácaros e outros agentes que podem desencadear crises alérgicas. Pessoas tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados e com menos ventilação. O resultado é o aumento de queixas como rinite, sinusite, tosse, congestão nasal e agravamento de doenças respiratórias já existentes. É preciso reforçar os cuidados com a saúde, manter os tratamentos em dia, hidratar-se adequadamente e procurar orientação profissional diante dos primeiros sinais de piora. Prevenir quase sempre é mais simples do que tratar uma crise já instalada. Marcela Alves - Santos Time dos sonhos Em meados dos anos 1950, surgia em Santos um sonho. Um futebol mágico, com todos os jogos sendo um espetáculo. O universo, num arroubo de boa vontade, conspirou a favor. Era o Santos Futebol Clube. Não era um simples jogo de futebol, e sim uma peça de teatro bem ensaiada, uma obra-prima de um pintor famoso, um livro com história envolvente e bem escrita, um texto que prende atenção do leitor, um clássico para jamais ser esquecido, um romance que descreve o amor bem-sucedido, um conto de fadas. Os jogos eram um grande espetáculo. Impossível imaginar surgir outro time dos sonhos como aquele do Santos nos anos 1950 e 1960. Foi um cometa que passou pela cidade para nunca mais voltar. Odair Ferreira Ramos - Santos EUA e Brasil Donald Trump não se importa com o Brasil, apenas ensaia seu comportamento provocativo e intervencionista para levar vantagens com argumentos falaciosos. No atual “tariflávio”, foi Marco Rubio, secretário de Estado, quem deu o tom com o firme propósito de ajudar a eleger políticos da direita em toda a América, onde se encaixa a figura minúscula de Flávio Bolsonaro, que será um joguete nas mãos de Rubio se vencer a eleição. Um exemplo claro que parte das duas principais redes de cartão de crédito americanas é o ataque ao nosso Pix, gratuito, público e de ampla aceitação. Por outro lado, mais de 20 países, entre eles Japão, Argentina, Chile e China, querem replicar o Pix para facilitar transferências internacionais. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Porto Ao ler as últimas matérias de A Tribuna sobre portos, se depreende que as carências de pesquisa e desenvolvimento do conceito de sistema são as grandes questões de planejamento do Porto de Santos. Vide os imensuráveis componentes dos subsistemas — como demanda de mercado, transportes, 3ª pista, túnel, STS 10, dragagem, hidrovia, energia, expansões e outros empreendimentos que devem estar integrados e interagindo entre si com o sistema maior – sistematicamente isolados, judicializados e refeitos, com problemas de previsibilidade, custos e implantações. Aluisio de Souza Moreira - Santos