Sem precedentes A decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tomada na terça-feira e revertida na quarta-feira, submeteu as instituições brasileiras a uma pressão sem precedentes. O gesto acendeu um alerta gravíssimo: a hipotética ascensão de Flávio Bolsonaro à Presidência, chancelada pela nomeação de novos ministros para o Supremo Tribunal Federal, carrega o risco concreto de uma reestruturação autoritária do Estado. Em momentos de inflexão como este, a neutralidade deixa de ser uma postura válida e se torna omissão. A história é pródiga em exemplificar como retóricas de rigor moral e cruzadas anticorrupção serviram de pretexto para desarmar freios e contrapesos, sufocar a oposição e chancelar rupturas institucionais. Submeter órgãos vitais de investigação e inteligência ao sabor do jogo político é a etapa inicial para a erosão das liberdades fundamentais. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Eleições (1) Não é apenas uma disputa entre esquerda e direita. É maior que isso. Estamos vendo instituições em conflito, investigações envolvendo pessoas poderosas, acusações de corrupção, disputas pelo poder e uma sociedade cada vez mais dividida. No meio de tudo isso, existe um cidadão cansado, desconfiado e perguntando: “Ainda vale a pena votar?!” Eu acredito que sim. Talvez hoje, mais do que nunca. Mas votar não significa acreditar cegamente em alguém. Não significa defender político como se fosse time de futebol. Significa pesquisar, comparar, questionar e conhecer o passado e as propostas de quem pretende decidir o nosso futuro. Porque não votar também é uma escolha. E quando você abre mão de escolher, outras pessoas escolhem por você. Eu não quero um país governado pela paixão, pelo ódio ou pela manipulação. Quero um país onde o cidadão acorde, pense, questione e participe. Nossa indignação não pode terminar na reclamação. Jorge Fernandes - Santos Eleições (2) Com a eleição se aproximando, fica a pergunta: estaremos todos preparados para escolher corretamente o próximo presidente a comandar o País por quatro anos? Pelas últimas pesquisas, temos dois favoritos para um eventual segundo turno: Lula e Flávio Bolsonaro. Em minha opinião, não se trata de uma escolha muito difícil, já que o petista tirou o País do mapa da fome e da lista de devedores do FMI, na qual a Argentina do Javier Milei acabou de entrar. Que experiência administrativa o Flávio Bolsonaro tem? E as denúncias de rachadinhas contra ele? Jogar o Brasil novamente nas mãos da turma que reza para pneus não dará certo. Antonio Sergio de Jesus - São Vicente Fanatismo É impressionante o amor que alguns sentem pelo descondenado e como esse sentimento se transforma em algo totalmente oposto quando o nome em questão é o do candidato Flávio Bolsonaro. Ninguém se atenta para as recentes negociações que resultaram no fim da taxa das blusinhas, sendo que esse próprio governo trabalhou para aprová-la há dois anos? O que está envolvido nesse acordo fechado pelo governo com Davi Alcolumbre e Hugo Motta? Querem que a atual gestão vença essa eleição de qualquer jeito, nem que para isso aprovem a toque de caixa o fim da escala 6x1, entre outros temas. Um governo comandado por uma pessoa que nega conhecer a lobista ligada ao Lulinha, mas que até tirou foto com ela. Abram os olhos e acordem! Luiz Vinagre - Santos A história se repete Enquanto Belgrado enterrava com honras militares e multidões nas ruas, na segunda-feira, um criminoso conhecido como Açougueiro da Bósnia, um partido alemão que vejo como nazista obtinha uma vitória eleitoral expressiva. Será a história se repetindo? Édison José de Aguiar - Cubatão