Eleição (1) O diálogo com a extrema-direita tornou-se impossível. Presa a dogmas, essa corrente ignora a realidade para defender suas certezas. Os fatos não servem para construir o pensamento. São só um incômodo a ser descartado. Quando a honestidade intelectual dá lugar ao fanatismo, a ideia de debate morre. Não existe conversa real onde a dúvida é vista como fraqueza e o mundo é reduzido a slogans simplistas. Sem uma base comum de fatos, o diálogo perde a razão de ser. A conversa deixa de buscar o entendimento e vira um esforço inútil. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Eleição (2) Em um domingo sereno, você inicia o dia na feira tendo como maior “preocupação” a garapa e o pastel. Porém, várias pessoas se acotovelam na corrida pela distribuição de santinhos, o que nos remete à disputa pelos poderes Legislativo e Executivo. O embate dos santinhos, banners e bandeiras também nos lembra do nível do atual prélio eleitoral. Poucos conseguem tecer um projeto crível de Estado. Poucos discutem programas viáveis de governo. O que impera é o noticiário da corrupção e da chicana, que atinge em cheio o outro poder, diga-se. Não são as instituições as responsáveis: são as pessoas que as integram, claro. A impressão é que nunca se permitiu ou desejou verdadeiramente que as instituições fossem realmente consolidadas. Não conseguimos! Demetrio Marcello - Santos Eleição (3) Campanhas eleitorais modernas não são mais feitas com programas e ideias. Agora é vale-tudo, sem ringue, com juiz parcial e regras permissivas. No último round, Ricardo Salles, aquele que propôs “passar a boiada” para desregulamentar regras ambientais, abre mão da sua candidatura ao Senado. Essa troca com troco, evidentemente, renderá vantagens ao renunciante. Talvez um cargo, uma indicação a um tribunal ou nomeação a conselhos. A esperteza política, chamada de estratégia, tem custo para a população. Como ficam os milhões de reais do Fundo Eleitoral já recebidos por Salles? Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Trânsito (1) Não sei onde são feitas as blitze de trânsito para apreensão de motos com escapamento adulterado, pois esses veículos continuam infernizando a vida da população, circulando a qualquer hora do dia, da noite e até da madrugada. Agora, toda noite a Rua Oswaldo Cruz vira uma pista de corrida, do trecho das faculdades até a Av. Afonso Pena. CET e polícia estão esperando alguém morrer? Renato Luiz Ramos - Santos Trânsito (2) Vivemos mudanças drásticas no trânsito em Santos, a ponto de não notar fiscalização referente às bicicletas motorizadas e motos em geral. Parece que fazem o que quer e se atropelarem alguém, azar do pedestre. Vemos crianças dirigindo, às vezes três pessoas numa única bicicleta elétrica, sem proteção alguma. Com o advento dessas bicicletas, as motos também entraram na onda de burlar as leis de trânsito, entrando nas ruas na contramão. Parece que estamos acéfalos. Que aproveitemos as eleições para fazermos escolhas inteligentes, que se traduzam em leis devidamente cumpridas, ou então veremos muitos acidentes. Cristina Ferreira - Santos AI 5 Tive o prazer histórico de folhear 401 páginas de um “processo” lastreado no Ato Institucional nº 5. O processado era, à época, dirigente sindical do Porto de Santos. Os passos, o que escrevia, o que dizia, com quem falava, para onde ia, de onde vinha ,tudo era registrado nesse “processo”, assustador. Fico imaginando o terror de sair à rua e, de repente, ser sequestrado, jogado no porão de um navio ou até mesmo ser morto. Se hoje temos democracia, devemos a pessoas como essa, que lutaram e se opuseram de forma corajosa aos bárbaros ditadores. Viva a democracia! Marcus Aurelio de Carvalho - Santos