<p class="first-token" data-path-to-node="0"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="0">Dignidade</b></p> <p data-path-to-node="1">“Não troco minha dignidade pela minha liberdade”. Essa frase revela a decência de um homem diante da adversidade que o cercava. Convicto de sua inocência, manteve a altivez mesmo no cativeiro, preservando aquilo que considerava inegociável: sua dignidade. Por outro lado, aquele cuja consciência pesa abandona, sem qualquer pudor, seus princípios ao primeiro sinal de que a fuga se apresenta como alternativa. Mas que exemplo transmite aos seus liderados quem recorre à dissimulação para escapar das próprias responsabilidades? Um péssimo exemplo, pois a liderança exige coragem, coerência e responsabilidade. Afinal, a liberdade pode até ser conquistada pela fuga, mas o respeito se perde quando se abandona a própria dignidade.</p> <p data-path-to-node="2"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="2">Marcus Aurelio de Carvalho - Santos</i></p> <p data-path-to-node="4"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="4">Democracia</b></p> <p data-path-to-node="5">Encerradas as eleições no Brasil, quem mais ganhou foi a sociedade, que fortaleceu nossa conquista da democracia, que ainda é jovem e precisa de ajustes. Para o próximo ano, deputados, senadores, governadores e o presidente terão grandes desafios. Gostaria de citar dois: reforma política, com fim do voto obrigatório e eleições em todos os níveis em uma data só, de tal modo que acabe este excesso de campanhas eleitorais e farra com os fundos partidários e eleitorais; e reforma do judiciário, com mudança de critério para escolhas dos seus integrantes, eleição direta para juízes de carreira e mandatos definidos.</p> <p data-path-to-node="6"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="6">Elias Carneiro Jr. - Santos</i></p> <p data-path-to-node="8"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="8">Poder</b></p> <p data-path-to-node="9">Lula ganhou as eleições honestamente ou houve interferência no resultado do processo eleitoral? Essa pergunta não quer calar. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), cometeu abuso de autoridade em relação a Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao decidir aumentar em duas horas o período de votação no último domingo. Não é importante ter uma auditoria no resultado da eleição presidencial? Ou vamos acabar como o futebol e seu VAR para conferir se o gol foi válido?</p> <p data-path-to-node="10"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="10">Luiz Guillermo R. B. Fierro - Santos</i></p> <p data-path-to-node="12"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="12">Saúde</b></p> <p data-path-to-node="13">É impressionante o número de faltas nas consultas e procedimentos agendados na Policlínica da Ponta da Praia, em Santos. As ausências giram em torno de 40 por dia, nos segmentos de clínica geral, ginecologia, odontologia, coleta de exames e pediatria. A falta de comparecimento não justificada certamente fará falta a alguém.</p> <p data-path-to-node="14"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="14">J. A. Nogueira de Sá - Santos</i></p> <p data-path-to-node="16"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="16">Segurança (1)</b></p> <p data-path-to-node="17">Recentemente, a Polícia Militar matou três pessoas que estavam em surto psicótico, demonstrando falta de protocolo para casos desta natureza. O ponto positivo, se é que podemos ter algum, é que o governador Tarcísio de Freitas admitiu falhas nos procedimentos e prometeu revisá-los, contestando o seu secretário de Segurança Pública. A falha é sistêmica, iniciando-se pelo processo de recrutamento, seleção e, principalmente, treinamento (ou melhor, a falta dele). O noticiário informa que os PMs foram afastados das funções, mas quem deveria ser, na realidade, eram seus superiores. A PM tem que agir dentro dos limites legais e a população não pode tolerar a cultura da violência.</p> <p data-path-to-node="18"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="18">Marco Antônio Videira - Santos</i></p> <p data-path-to-node="20"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="20">Segurança (2)</b></p> <p data-path-to-node="21">No período do primeiro turno das eleições, vimos peça institucional da Prefeitura de Santos, paga com recursos públicos, que apontava avanços na cidade. Um deles era uma tal de Muralha Paulista, que também aparecia na propaganda eleitoral do então candidato à reeleição Tarcísio de Freitas. Me fingi de ignorante naquele momento, mesmo não o sendo. A tal da Muralha mostrava que estávamos protegidos. Só que ela não salvou a vida do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, no último dia 24.</p> <p data-path-to-node="22"><i data-index-in-node="0" data-path-to-node="22">Rosângela Ribeiro Gil - Santos</i></p>