Luiz Gama saiu vitorioso na Questão Netto, obtendo a liberdade de 217 escravos ( Reprodução ) Luiz Gama O conhecimento que liberta uma pessoa ganha outra dimensão quando ajuda a libertar muitas outras. Luiz Gama conheceu, ainda menino, a crueldade de uma sociedade que tratava seres humanos como mercadoria. Vendido pelo próprio pai, encontrou nos livros uma possibilidade de reconstruir seu destino. Aprendeu a ler, estudou Direito por conta própria e fez das palavras, das leis e da inteligência instrumentos de combate à escravidão. Mas sua maior conquista não foi apenas recuperar a própria liberdade. Foi lutar para que centenas de outras pessoas também pudessem ser livres. Morreu antes da Abolição, mas seu legado atravessou gerações. Sua história nos ensina que nem sempre escolhemos as circunstâncias em que nossa jornada começa, mas podemos escolher o que faremos com aquilo que aprendemos ao longo dela. Fica uma reflexão que ultrapassa o tempo: o que estamos fazendo com o conhecimento, as oportunidades e a voz que temos hoje? Jorge Fernandes - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Voto distrital Independentemente do tipo de votação, os maiores erros do processo eleitoral brasileiro são dois. O primeiro é o excesso de partidos políticos. A cada legenda aliada, são feitas promessas em troca de apoios e o número de ministérios reflete bem isso. Sem contar os fundos partidário e eleitoral, com regras e valores definidos pelos próprios interessados. O outro erro é haver eleições a cada 2 anos. Muitos políticos vivem uma eterna campanha eleitoral e pedem seu voto apenas para deixar suplentes, herdeiros de votações que não receberam. Nenhum projeto relevante de infraestrutura é feito nesse período e o resultado é bem exemplificado pelo Porto de Santos. Pela unificação das eleições brasileiras, pela redução de partidos políticos e pela proibição total de doações eleitorais. Rubem Silva - Santos Impunidade brasileira Recentemente, tivemos a morte de mais uma vítima que transitava tranquilamente pelas ruas de Santos e foi abordada por jovens que, não satisfeitos com o roubo do celular, também a agrediram até a morte. Dentre os agressores, estavam adolescentes criminosos, que sob o manto da legislação ficarão impunes. Por sua vez, os dois maiores de idade possivelmente serão condenados à prisão e em menos de 10 anos estarão em liberdade, enquanto os pais da vítima irão chorar pelo resto da vida a perda de um filho. Até quando a lei brasileira será leniente e reforçará a sensação de impunidade? Elias Carneiro Jr. - Santos Tsunami azul nos EUA Com amplo comparecimento às urnas, a exemplo do Brasil, a população dos EUA deu uma lição histórica às práticas mentirosas, arrogantes e autoritárias. Fico preocupado com Flávio, o fujão, que mal chegado à terra do Maga poderá ter problemas em suas imaginárias regalias na base de operação contra a democracia brasileira. Mas tranquilizo seus fiéis seguidores quanto às qualidades dele, dignas de um futuro presidente e que não se opõe a qualquer investigação, um exemplo de reputação ilibada e que nada teme. Desse jeito, gravitará entre seus amigos do Rio de Janeiro, em especial em Angra dos Reis, onde haverá grande confraternização ao lado do antigo Presídio Cândido Mendes. Será um festão. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Vácuo de poder Parabenizo o coronel Arnaldo Pazetti pela sua excelente exposição no artigo “Vácuo de Poder”. De modo claro, direto e pragmático, ele nos apresenta a real situação do País. Somente para concluir este lamentável e descalabro momento, cito o final do discurso do presidente do STF quando da ridicularização de dois ministros da casa: “A resposta do STF à sociedade não admite atalhos”. Um mês após o triste espetáculo, tudo indica que o atalho foi parar na gaveta. Luciano Lousada - Santos