( Valter Campanato/Agência Brasil) Queimar o bolso Não adianta processar, prender e aumentar as penas a quem é condenado por provocar queimadas. Há a necessidade da reparação, com multas altas, que seriam revertidas para o tratamento dos animais feridos, reconstrução das casas atingidas e reflorestamento das áreas queimadas. Quem incentiva as queimadas talvez aprenda somente ao ver o dinheiro do próprio bolso queimando. Sandra Maria Tamashiro - São Vicente Abundância Só acredita que não há recursos suficientes para todos no mundo quem não observa a natureza. Quase tudo é diverso e infinito: o ar, o céu, o mar, os peixes, as aves, os insetos, as estrelas, as plantas, as cores, as formas geométricas, os lugares, as texturas, os sabores, as medidas, os quilômetros do espaço. Em cada detalhe está a abundância do universo. Rosaly Avelar - São Vicente Transporte No primeiro semestre, foram fabricados no Brasil 1,6 milhão de veículos, mas o País não está preparado para isso. Cabe ao Ministério dos Transportes apresentar soluções a problemas que são fruto de anos de descaso em todos os modais, como filas, péssimo estado de conservação de vias, altos custos e pedágios. Sinais de atraso explícito em uma nação continental com elevada dívida. Qual alternativa viável? Implantação de teleféricos interligando grandes centros e voltados ao transporte de massas, além de travessias como a Santos-Guarujá voltadas ao turismo, assim como a velha linha ferroviária ligando São Paulo à Baixada Santista. Para isso, é preciso privatizar, abrindo o setor ao mercado internacional. O Estado não dispõe de recursos e sua participação compromete projetos como esses. Valter José Vieira - São Vicente Canais (1) Fico estarrecido quando leio neste jornal uma proposta sobre fechamento de canais em Santos. Há muitos anos, um ex-prefeito tentou a proeza e logo a Justiça mandou parar. Não é correto propor à sociedade algo de difícil resolução, ainda mais tendo outras alternativas viáveis. Todos sabemos das vantagens ao cobrir os canais, mesmo que em partes, mas é algo que mexe com o meio ambiente, o que é um problema mundial. Não é hora de jogar para a torcida. Cesar Tavares da Cunha - Santos Canais (2) Todos sabemos que os canais são tombados, dada a importância sanitária, histórica e arquitetônica. Porém, caso todos não saibam, há processos que possibilitam o destombamento de patrimônios. No caso de Santos, a falta de planejamento urbano e viário no passado fez com que a cidade virasse um verdadeiro jogo da velha, composto por infinitos cruzamentos, demandando um também infinito número de semáforos que, somados às ruas estreitas e à quantidade absurda de veículos, transformaram a cidade num caos. Se os canais fossem cobertos, esse espaço poderia ser destinado a mais uma faixa de rodagem de cada lado, além de estacionamentos em 45 graus, o que com certeza possibilitaria uma maior e considerada fluidez do trânsito. Os canais não deixariam de existir, apenas estariam cumprindo suas funções sob o solo. E para que não caíssem no esquecimento, eles continuariam à mostra nos trechos entre o calçadão da praia até o mar. Temos que preservar o passado, porém também temos que nos preocupar com a nossa qualidade de vida. Antonio Tadeu Torres - Santos Canais (3) Concordamos com o leitor que enviou carta para A Tribuna sobre o respeito à lei e ao projeto do ilustre sanitarista Saturnino de Brito, que numa brilhante atitude idealizou os canais em Santos. Eles servem como rede de drenagem, evitando enchentes em toda a cidade e barrando a poluição das praias graças ao sistema de comportas. Os canais não podem nem devem ser cobertos. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania Democracia A melhor definição de “democracia” que ouvi até hoje é o sistema do “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. É o nome bonito que deram para a “ditadura” imposta pela famigerada Doutrina Monroe para as Américas e os governos que não se submetiam aos interesses norte-americanos. Quem não tinha juízo recebia o tratamento do big stick (grande porrete). Mas essa situação está mudando e ainda pode acabar numa guerra nuclear. Silvio de Barros Pinheiro - Santos