(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Boca na botija Os 513 deputados federais e 81 senadores têm direito a uma verba indenizatória para custear despesas do mandato. Na prática, o parlamentar assume inteira responsabilidade pela legitimidade da nota fiscal apresentada. O deputado federal Antônio Doido (MDB-PA) fretou um helicóptero para fazer campanha eleitoral no Pará. Seu inflamado discurso foi filmado, com promessa de fiscalizar a roubalheira da atual administração. O aluguel da aeronave (R\$ 57 mil) foi reembolsado, o que é proibido para fins eleitorais. “Pego com a boca na botija” pelo seu próprio filme, disse ter sido um equívoco, prometendo devolver os recursos... Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Bolsa Família Manter o programa de auxílio aos brasileiros mais carentes foi promessa de campanha de Jair Bolsonaro. Depois, na pandemia, ele autorizou o reajuste de 50% no chamado Auxílio Brasil, que foi para R\$ 600 e tinha como objetivo unificar benefícios sociais e combater a pobreza, incentivando a emancipação cidadã. Não se tratou de marketing eleitoreiro nem trunfo para discurso populista. Anos depois, o atual presidente justifica um aumento de 15% com base na inflação e, assim, pagará R\$ 691 a partir de 19 de outubro, a poucos dias do 2º turno. Medidas como essa deveriam ser desassociadas do período eleitoral, com reajustes de forma gradual, respeitando algum índice. Juliano Soares Lins – Santos Purgatório eleitoral A jornalista Rafael Motta, na edição de sexta-feira, agregou informações e considerações que somam-se ao meu pensamento sobre política. Há partidos demais para ideologia de menos. Com mais partidos, mais cargos públicos são necessários para “conquistar” votos para projetos e propostas serem aprovados nas Casas Legislativas. O chamado centrão nada mais é que um barco sem leme, levado pela maré mais conveniente. As verdadeiras e necessárias mudanças só virão quando votarmos em projetos de Estado, com planos para 10, 15 ou 30 anos adiante, além de recuperarmos a independência entre poderes, principalmente com o fim das emendas impositivas, da nomeação de ministros do STF pelo presidente da República e dos penduricalhos do Judiciário. Rubem Silva - Santos Alienação parental Nos conflitos de família, sempre me chama a atenção a alienação parental. Percebo nela uma das formas mais cruéis de egoísmo. Muitas vezes, quem a pratica parece não estar pensando no filho ou na filha, mas apenas em si. Os filhos raramente têm culpa pelo rompimento e pagam uma conta que não é sua. São colocados no meio de disputas emocionais que não compreendem e podem carregar marcas que permanecem por toda a vida. Enquanto um adulto tenta punir o outro, a criança perde referências, vínculos e parte de sua segurança afetiva. Também é triste que o pai ou a mãe afastada sequer consiga se defender. Talvez esteja aí uma das maiores crueldades da alienação parental: transformar o amor de um filho em instrumento de uma guerra que nunca deveria ser dele. Ricardo Murça - Santos Alto custo Há algo sobre medicamentos que poucos sabem: é possível, em alguns casos, reduzir bastante o custo da cesta de remédios. Nosso sistema de saúde é fragmentado e os profissionais nem sempre conseguem conversar entre si. Isso pode resultar em medicamentos duplicados ou tratamentos mais caros e complexos. Também existe a diferença entre medicamentos de referência, genéricos e similares. Uma avaliação cuidadosa pode encontrar alternativas que facilitem o tratamento. É aí que entra o farmacêutico. Ele pode revisar os medicamentos, orientar sobre o uso correto e identificar problemas que dificultam a adesão. Tratamento bom também precisa caber no bolso, pois pouco adianta uma receita perfeita se o paciente não consegue chegar até o fim dela. Marcela Alves – Santos