(Lucas Figueiredo/CBF) Brasil No dia 15, fui surpreendido ao ler nas páginas de A Tribuna as exigências impostas pelo governo argentino para entrada em seu país. Embora seja uma regra imposta a todos, ela fechará diretamente a fronteira com o Brasil, que é o maior visitante e consumidor deles. Também acompanho na Itália o debate sobre limitar a concessão de cidadania somente até netos de italianos, o que derruba um direito de milhares de ítalo-brasileiros, que representam 80% dos pedidos anuais de reconhecimento de cidadania em Roma. Ora, fica cada vez mais claro: o mundo está nos cancelando. Ninguém nos quer em suas terras (mas eles querem a nossa). Entendo que a culpa disso somente nossa. Deveríamos limitar a lavagem de roupa suja ao nosso quintal, pois o que é vendido por políticos e artistas (de ambos os lados) diariamente é tudo de pior do Brasil. Verdades ou mentiras se transformam em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) e tema de reunião com presidente francês. Somos colocados como um país de coitadinhos, miseráveis, com uma corrupção que colocou a máfia italiana no chinelo. Rafael Secco Fiorotto Rodrigues - Guarujá Escárnio Esse episódio do ex-ministro do Turismo pedir contribuições via Pix para o ex-presidente pagar médicos, advogados e ajudar o filho que deixou do Brasil por medo de ser preso é um escárnio. Há poucas semanas, a nora do ex-presidente postou nas redes sociais um vídeo mostrando a mansão em que está vivendo nos EUA. Agora, pede que as pessoas paguem a conta? Não custa lembrar que, pouco tempo atrás, o espertalhão recebeu, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), R\$ 17 milhões em contribuições por Pix. Persio Boschetti Júnior - Santos Brasil nos trilhos O Brasil está de pires na mão. O governo atual mantém 39 ministérios (bastariam 12), os políticos querem aumentar de 513 para 531 o número de deputados (o certo seria reduzir para 351) e a dívida pública sobe 12% (de 2023 pra cá). Pouco sobra para investir no básico (água potável, coleta e tratamento de esgoto, usinas de reciclagem, saúde, educação, segurança e transportes). Nós, eleitores, somos os culpados por eleger políticos que priorizam seus interesses pessoais e partidários, além de alimentar o puxadinho jurídico com parceiros. Que tal, em 2026, cancelarmos a procuração que demos a quem não nos representa? Será a tentativa de colocarmos o Brasil nos trilhos. Do jeito que está, não pode continuar. Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES) Futebol (1) Dizem que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF-foto) é uma piada. Só se for de mau gosto, e não é de hoje. Estamos com a cartolagem em alta e o talento dos jogadores em baixa. A bagunça é geral e atende aos desmedidos interesses, acelerando nosso infortúnio. Ednaldo Rodrigues, após aumentar o salário dos presidentes das federações estaduais de R\$ 50 mil para R\$ 250 mil, foi reeleito presidente por unanimidade. Passados 52 dias, caiu devido a fraudes. De imediato, todos que votaram na sua permanência se reuniram pedindo profundas mudanças no nosso futebol. Agora, será eleito Samir Xaud, que foi acusado de fraudes no hospital que dirigiu em Roraima, sendo suspenso por dois anos. Com humor sarcástico, pode-se dizer que no Brasil o que se faz no público é o que se faz na “privada”. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Futebol (2) Jonathan Messias Santos da Silva, assassino da torcedora palmeirense Gabriela Anelli de 23 anos, foi condenado a 14 anos de prisão. A pena foi fixada em regime inicial fechado. A vida dessa vítima vale em termos de tempo só 14 anos? Como o IBGE considera a expectativa de vida do brasileiro algo em torno de 80 anos, ele deverias ficar preso e incomunicável por 57 anos. Trata-se de uma questão de justiça. Ou estou errado? Pedro dos Santos Neto - Santos