(Matheus Tagé/ Arquivo AT) Analógico e digital A geração que hoje tem 50 anos viveu uma transição rica entre o analógico e o digital. Ela experimentou a emoção de esperar por uma carta, o valor de um telefonema feito de orelhão, a praticidade de usar a lista telefônica, carregar fichas no bolso para fazer chamadas e escrever em máquinas de escrever. Eram partes do cotidiano que trazem uma nostalgia única. Essas vivências, como gravar músicas da rádio e interagir pessoalmente com os outros, conquistam laços e memórias que são difíceis de reproduzir na era digital. A conexão mais lenta e deliberada que essa geração teve com o mundo é algo especial. Preservar e compartilhar essas histórias é fundamental para manter viva a essência. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Idolatria Ficou claro àqueles que leram este espaço no dia 15 que um missivista fez analogia ao meu texto sobre idolatria. Por isso, gostaria de abordar alguns pontos. Quem fez a promessa mentirosa sobre a picanha foi o presidente, que culpa o agro e vem com uma história de exportação. E como ficamos? O que falar, então, do SUS, maior programa mundial de saúde, criado na Constituição de 1988 e que hoje vê o Ministério da Saúde sem ter vacina suficiente contra a dengue. Na segurança, sobra impunidade. E na economia? Que sorte a nossa termos um Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central, que segurou a mão em relação aos juros. Caso contrário, estaríamos mais perdidos. Por que não se fala dos R\$ 54 bilhões de superávit em 2022 nem dos R\$ 230 bilhões de déficit neste ano? Para finalizar, vêm aí novos aviões presidenciais. Será que com colchões king size? Luiz Vinagre - Santos Semáforos Entendo que a cidade de Santos vive uma dessincronização semafórica neste momento. Não acompanhei todas as modificações, mas sei o que vivencio. Quem vai pelo Canal 2, sentido praia, em seu último trecho, ou vira para São Vicente ou para o retorno à via oposta do próprio Canal 2, sentido Centro. Muito bem. Antes das mudanças, com pouca sorte, o motorista enfrentava um sinal vermelho e o trânsito fluía bem, sem congestionamentos. Agora, tenho que enfrentar três sinais vermelhos, com dessincronização e trânsito congestionado. Luiz Thomaz Amarante - Santos Homenagem Há mais de dez anos tenho ouvido as músicas da cantora católica Vera Lúcia, que nos remetem a aspectos da vida, fé e espiritualidade, fazendo referência, principalmente, à família e fé. Embora suas canções tenham ritmos e letras de qualidade inconteste, entendo que ela nunca teve o sucesso que fazia por merecer. Suas músicas não eram exatamente do estilo comercial e de fácil consumo e aceitação, mas o fato é que nem sempre o grande sucesso vem na medida exata do merecimento. No final de 2022, ela foi diagnosticada com câncer. Lutou e fez de tudo pela vida, em uma jornada que me fez lembrar do sofrimento de minha falecida mãe com a mesma doença. Em março de 2024, a cantora não resistiu faleceu aos 59 anos de idade. Para aqueles que não conhecem a obra da cantora e escritora, vale pesquisar. ODAIR FERREIRA RAMOS - São Vicente Desmatamento A nova lei antidesmatamento da União Europeia aumentará o controle sobre produtos dessas áreas a partir de dezembro, se não houver adiamento. O Itamaraty elaborou um documento técnico que preocupa o Governo Federal. Diplomatas acreditam que a regulamentação será usada para pressionar países produtores e obter concessões em negociações. Os setores produtivos, especialmente os grandes exportadores, devem considerar os estudos do governo, pois mesmo quem não desmata sofrerá consequências. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos O que vem por aí Obras de grande impacto social são aguardadas na Baixada Santista. Contudo, creio que o túnel Santos-Guarujá não será entregue antes de cinco anos, assim como a extensão do VLT a Praia Grande. O novo estádio do Santos Futebol Clube também percorrerá um longo caminho, pois o local é inadequado para receber um público de 30 mil torcedores, que ainda podem quebrar tudo pela frente em caso de derrotas. Quem cobrirá os danos físicos e materiais? Acrescentemos a isso milhares de motos em circulação, novos veículos produzidos, carros importados, crescimento por vezes sem planejamento... Diante disso tudo, faço uma pergunta: o que será de nós? Valter José Vieira - São Vicente Ontem e hoje Sou do tempo em que os homens iam votar de paletó e gravata e as mulheres escolhiam seus melhores vestidos. Hoje, para muitos, tanto faz como tanto fez. Votar se tornou a coisa mais normal do mundo. Se bem que hoje, com o sistema do jeito que está, eu só vou votar porque gosto de praticar a cidadania. Josemilton de S. e Silva - Guarujá