(Reprodução X) Lionel Messi Aos 39 anos, o fascínio exercido por Lionel Messi transcende a técnica: é uma questão de alma. Mais do que a genialidade que o tempo sutilmente esculpe, o que verdadeiramente impressiona é a sua atitude mental. Ver um gigante da história comemorar cada gol com o vigor e o espanto de um estreante prova que sua relação com a bola superou as vaidades do dinheiro e do ego; é paixão em estado puro. Hoje, o craque joga com o tempo a seu favor. Ele dita o ritmo, distribui o jogo com precisão cirúrgica e surge no instante exato para decidir. Messi respeita o futebol e, em um pacto silencioso de cumplicidade, o futebol o respeita de volta, poupando-o do melancólico declínio que costuma cobrar dos mortais. Ao testemunhar esse espetáculo crepuscular, é impossível não olhar para o nosso próprio quintal com uma ponta de melancolia. Oxalá a Seleção Brasileira tivesse, hoje, um Messi: alguém que tratasse a bola com essa mesma reverência e vestisse a camisa com essa mesma alma. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Aplausos à Argentina Confesso: senti inveja. Da boa. Daquelas que não diminuem quem venceu, mas escancaram o quanto nós deixamos de ser. A virada da Argentina sobre a Inglaterra, quando o relógio já parecia conspirar contra, foi um daqueles momentos em que o futebol deixa de ser apenas esporte e vira uma demonstração de caráter. Não basta técnica. É preciso alma. E isso, convenhamos, não se compra com contrato de patrocínio. A Argentina de hoje é, gostemos ou não, a seleção que o Brasil já foi. Durante décadas, era o adversário que tinha medo de nos enfrentar. Hoje, somos nós que assistimos, quase nostálgicos, ao futebol que um dia chamamos de nosso. Enquanto eles entram em campo com sangue nos olhos, nós parecemos uma convenção de executivos usando chuteiras. O marketing joga melhor que o meio-campo. Há jogadores convocados que boa parte dos brasileiros sequer reconheceria na fila do aeroporto, mas que, por alguma alquimia moderna, sempre aparecem nas listas. Deve ser coincidência. Ou não. Por enquanto, resta fazer algo que anda raro por aqui: reconhecer o mérito dos outros sem procurar desculpas. A Argentina jogou futebol. Nós assistimos. E isso, para um país que já ensinou o mundo a jogar, deveria incomodar muito mais do que qualquer derrota. Arnaldo Luiz Corrêa - Santos Estádio Pagão Há duas semanas, denunciei o descaso no Pagão e hoje retorno com mais indignação. A arquibancada principal segue interditada, símbolo de uma reforma sem fim que priva a comunidade de seu lazer. Para piorar, a criminalidade explode no local. Após os furtos de motos que alertei anteriormente, ontem mais uma tentativa de roubo ocorreu, frustrada apenas pela bravura de populares que espantaram os bandidos. É inadmissível que um espaço público vire sinônimo de medo. Cadê o policiamento ostensivo? Cadê as melhorias prometidas? Exigimos das autoridades ações imediatas na infraestrutura e na segurança. A comunidade merece respeito e o direito de frequentar o Pagão sem medo. Chega de promessas vazias, queremos soluções já. Diego Gadelha Szegh - Santos Influencers do passado Por que Karl Max tem mais influência que Jesus Cristo? Por que Simone de Beauvoir tem mais influência que Madre Teresa de Calcutá? Por que Ernesto Che Guevara tem mais influência que Mahatma Gandhi? Três perguntas, mesma resposta: doutrinação ideológica, bandeiras políticas, luta de classes. Luiz Guillermo R. B. Fierro - Santos Camisa verde e amarela Destinar a camisa verde e amarela para determinado candidato à Presidência é querer brincar com as cores de nossa bandeira. Josemilton de S. e Silva - Guarujá