Eleição presidencial é tema de várias participações de leitores (Antônio Cruz/ Agência Brasil) Laicidade Em meio a tanta polêmica e apelo religioso, qualquer tendência vira ponto de disputa. Somos um Estado laico, mas mantemos no calendário feriados religiosos, em sua maioria de tradição cristã, além de padroeiros e padroeiras de cidades e do próprio país. Ninguém reclama muito. Afinal, feriado é conveniente para todos. Mas será que a tradição justifica ao Estado manter referências oficiais a uma religião específica? Na minha opinião, não. Feriados religiosos poderiam ser substituídos ou, ao menos, renomeados, preservando o descanso, mas retirando do calendário oficial a vinculação religiosa. O mesmo vale para símbolos e títulos oficiais. Defender a laicidade não significa combater a religião. Significa garantir que nenhuma crença seja tratada pelo Estado como pertencente a todos. Talvez essa discussão incomode justamente porque mexe com tradições que aprendemos a considerar naturais. Ricardo Murça - Santos Eleição (1) O que é o desespero? O atual presidente, sendo o ser mais honesto e correto do Brasil, sente que pode perder as eleições e passa a fazer fake news de Nossa Senhora. É vergonhoso e só mostra que o nível dos nossos políticos é baixo - além de corrupção, mordomias e outros problemas que os envolvem. O pior é que o presidente critica os opositores como se ele fosse alguma referência. Lula, na boa, seu passado não é tão claro como uma água potável. Zureia Baruch Jr. - São Paulo Eleição (2) Lula teve a maior chance de botar o Brasil de pé, com status de primeiro mundo, e reduzir significativamente o desnível social. De posse de um cartão com valor ilimitado, preferiu viajar por esse mundão. Para garantir tranquilidade, indicou amigos para o controle jurídico, assegurando suas impunes transgressões à Lei Maior. A dívida cresceu exponencialmente, assim como a carga tributária para suportar os gastos (luxuosos hotéis e limusines, com exagerado número de componentes), sem se importar com o controle fiscal. Resumo da ópera: a falta de sobriedade nocauteou o Brasil, com juros anuais de R\$ 1 trilhão. Mas o pior é a insegurança jurídica que desestimula investimentos internos e externos. Compete a nós, eleitores, modificar isso. É preciso dar a chance de colocar o Brasil nos trilhos ou a coisa vai piorar ainda mais. Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES) Eleição (3) Em resposta à carta que alerta que “o Brasil acordou e precisa se manter atento”, vale lembrar que a história brasileira mostra que nem toda Constituição nasce para garantir a democracia. Em 1937, a Constituição Polaca abriu caminho para o Estado Novo de Getulio Vargas; em 1967, outro texto veio para institucionalizar o regime militar. A Constituição Cidadã de 1988, por outro lado, foi fruto de três anos de debates de uma Assembleia Constituinte eleita pelo povo. Por isso, a ideia do grupo político de Bolsonaro de revogar a Carta atual aproveitando um Congresso mais conservador acende um sinal vermelho. Após tentativas de ruptura direta, a nova estratégia é aplicar um golpe institucional sob o pretexto de “redemocratizar” o País. Quando o estrago estiver feito, de nada adiantará lamentar. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Eleição (4) Pepe Mujica já dizia: “O pior inimigo de um pobre é outro pobre que se acha rico e que defende aqueles que os tornam pobres”. Esta eleição para presidente é a mais fácil para o povo escolher, basta analisar as propostas. Enquanto um candidato defende a escala de trabalho 5x2, o outro, se deixarem, muda para 7x0. Um presidenciável defende que as terras raras e o petróleo sigam sendo nossos, já outro prometeu isso tudo ao Trump, lá nos EUA. Com um, as bets foram proibidas. Com outro, voltarão a funcionar. É uma decisão “muito” difícil. José Roberto Ferreira - Santos