Leitor se queixa do risco oferecido por alguns ciclistas (Alexsander Ferraz/AT) Bicicletas e ciclistas Sempre que saio de casa, é um medo só. Não atropelar alguém está entre meus maiores desafios. Não enxergo os sinais, nem as pessoas, não breco sozinha e temo voltar para casa toda torta. Já quis ser roubada, mas são tantos anos ao lado dele, o meu ciclista, que não sei se me acostumaria com outro. Vai que o próximo é pior? Me empina, arrasta meus pneus e anda na chuva? Santo ferro velho! Rezo para Nossa Senhora das Bicicletas: que ele respeite os sinais, especialmente faixas e semáforos das ciclovias. Mas ele não enxerga nem pensa... será menos humano que eu? Nenhum ciclista é também pedestre? Se ao menos eu tivesse um cérebro, poderia levá-lo em cima de mim — e ele, bem, pedalaria sem pensar, como sempre. Salvem-se de nós! Ricardo Murça de Oliveira João - Santos Agradecimento Hoje venho agradecer publicamente aos responsáveis pelo ótimo atendimento oferecido pelas equipes do Samu e da Beneficência Portuguesa. A Higor, Isaac, Guilherme, Bruna, Rachel e outros que não colhi os nomes, o meu muito obrigado sincero por cuidarem de minha esposa, diabética, que sofreu um episódio hipoglicêmico severo no dia 1º de maio. Gratidão e reconhecimento, sempre. Rubem de Carvalho Pereira Silva - Santos Infraestrutura Se as leis do nosso País obrigassem o Poder Municipal a pagar os prejuízos que a buraqueira das cidades dá aos donos de veículos, acho que as vias seriam verdadeiros tapetes. As ruas de alguns bairros de Guarujá praticamente obrigam os motoristas a dirigir em zigue-zague, desviando dos buracos maiores para cair nos menores. Quando menos se espera, aparece um barulho nas suspensões, amortecedores são danificados etc. É tanto gasto que as oficinas já estão parcelando o custo da mão de obra, porque os donos dos carros não conseguem arrumá-los por falta de dinheiro. Josemilton de S. e Silva - Guarujá Escolas cívico-militares Na época que a Educação Moral e Cívica fazia parte do currículo nas escolas, estas ainda tinham o reforço dos pais, que lá iam, não para desautorizar professores, e sim para ajudá-los na formação de seus filhos. Vivemos hoje o contrário, o respeito pelo tema e pelos professores despencou e a conscientização política se resume a partidarismos interesseiros. É um ignorância querer associar eterna e automaticamente o termo "militar" a ditaduras ou a soldados. O que vivi em anos de magistério na Aeronáutica foram virtudes que hoje escasseiam: disciplina, valores, respeito, responsabilidade, amor e defesa ao e do País e, claro, trabalho honesto! Edgard Vilarinho - Santos Política (1) A Câmara dos Deputados aprovou, na calada da noite, na última semana, a criação de 18 novas cadeiras para deputados federais. Isso mesmo: 18 políticos a mais para não fazer absolutamente nada — exceto sugar os cofres públicos, já tão combalidos. Trata-se de um escárnio com o contribuinte brasileiro. O que deveríamos ter, há décadas, é um sistema decente de representação proporcional à população de cada estado — como manda a lógica e como é feito em qualquer país minimamente sério. Mas aqui, o que temos é uma distorção grotesca e conveniente: São Paulo, estado mais populoso e motor econômico do Brasil, está sub-representado em pelo menos 35 cadeiras. Em vez de corrigirem essa aberração, o que fazem? Aumentam o número de parlamentares. É mais uma mostra de que Brasília não governa para o povo — governa para si. Arnaldo Luiz Corrêa - Santos Política (2) Esses congressistas que ora habitam o Congresso Nacional existem para solucionar problemas que não existiriam se não fossem esses congressistas. Ou estou errado? Pedro dos Santos Neto - Santos