O leitor Rubem Silva, de Santos, escreveu sobre os prédios tortos da Cidade (Silvio Luiz/AT) Corte de gastos Os governos federal e estaduais estão “estudando” meios de reduzir gastos para atingir a meta de déficit zero do orçamento. Diversas áreas serão atingidas. Fala-se até em redução de percentual de aumento do salário mínimo, mas em momento algum ouve-se falar ou cogita-se redução de salário dos políticos nos três níveis a saber: congressistas, deputados estaduais e vereadores. E fica a pergunta: por que isso não ocorre? Pedro dos Santos Neto - Santos Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Prédios tortos Apoio a iniciativa de aprumar esses edifícios, mas colocar a Prefeitura de Santos como avalista ou fiadora já é socializar os possíveis prejuízos. Isenções de IPTU e da taxa do laudêmio já seria aceitável, desde que vinculadas ao processo de correção. Há financiamentos com o imóvel sendo dado em garantia, com taxas bem mais baixas que os demais. Não podemos esquecer que, findo o processo de realinhamento dos prédios, haverá clara valorização dos apartamentos. O problema desses edifícios é tão antigo quanto o das palafitas na ZNO e espero que receba a mesma atenção. Rubem Silva - Santos Semáforos É inacreditável que o prefeito ainda não tenha jogado esses “engenheiros” da CET, no olho da rua. Estão aí há, pelo menos, oito anos, infernizando a população com incompetência e arrogância. Os semáforos no cruzamento da Francisco Glicério com a Conselheiro Nebias ainda não foi sincronizado com o da Osvaldo Cruz. Silvio de Barros Pinheiro Políticas públicas A redução ou extinção de políticas públicas que visam reduzir as desigualdades sociais ampliaria o abismo entre ricos e pobres, perpetuando um ciclo de pobreza e dificultando a ascensão social. O programa Mais Médicos, por exemplo, levou profissionais da saúde a regiões carentes, garantindo atendimento básico a milhões de brasileiros. Sem esse programa, o acesso à saúde seria ainda mais restrito para a população de baixa renda. Programas como o ProUni e o Fies possibilitam que jovens de baixa renda ingressem no ensino superior, abrindo portas para melhores oportunidades de trabalho e uma vida mais digna. A falta dessas iniciativas limitaria as chances de ascensão social para as próximas gerações. Aumento da pobreza, desigualdade e exclusão social podem gerar instabilidade social, com aumento da violência, da criminalidade e da insegurança. E ainda tem alguns que dizem que Bolsonaro foi o melhor que já tivemos. Não pensem o que quiserem, mas, por favor, pensem! Gilberto Pereira Tiriba - Santos Eleições americanas E o que eu tenho a ver com as eleições americanas? O que muda na minha vida? Nada! Ninguém merece…Oremos ! João Horácio Caramez - Santos Alianças Cada dia as alianças de alguns politiqueiros com tendências e alinhamentos causam um nó na cabeça daqueles que ainda têm cérebro. Um dia vejo numa foto Maluf, Lula e Haddad de mãos dadas pela Prefeitura da Capital de São Paulo. Lembrei da “cana” que Lula levou de Erasmo Dias, quando Maluf era governador. Depois Alckmin, mais adiante no tempo, “sentando o sarrafo” em Lula numa disputa a presidência, dizendo que “ele queria voltar a cena do crime” (citando a Petrobrás saqueada?). Hoje, no poder, se “amam de paixão”. Agora, Joâo Dória escreve cartinha de amor a Lula dizendo que “queria ter a chance de dizer que errou” ao apoiar e surfar no Bolsodória. A falta de caráter impera no trato da ciência política e por isso, com todos os defeitos que Bolsonaro possa ter (e os tem), a autenticidade de suas atitudes faz com que a direita se fortaleça mais e cresça, sendo que os “malditos” pulam da canoa, “Deo gratia”. Evandro Duarte - Santos Sozinhos e vazios Vivemos tempos em que o mundo parece girar mais rápido do que podemos acompanhar. A cada dia, um novo avanço tecnológico surge, oferecendo soluções para problemas que muitas vezes nem sequer sabíamos ter. Nossos dias são repletos de notificações, telas e um fluxo constante de informação, mas, ironicamente, essa era de conexão também nos mergulhou em uma sensação de isolamento e vazio existencial. Preferimos contatos virtuais aos encontros pessoais, e os pequenos aparelhos em nossas mãos têm se tornado companheiros mais frequentes do que as próprias pessoas ao nosso redor. É curioso como trocamos diálogos reais por conversas digitadas e deixamos de lado o hábito de buscar respostas dentro de nós mesmos. Talvez o verdadeiro progresso não esteja na tecnologia em si, mas na capacidade de usá-la sem perder nossa essência. Porque, no fundo, o que realmente nos falta não é mais tecnologia ou mais informação, mas a coragem de sermos nós mesmos, de ter nossas próprias ideias e de encontrar, no meio desse ruído, o que realmente importa. Gregório José - São Paulo