[[legacy_image_234514]] PresidenteComo os apoiadores e “patriotas” de Bolsonaro justificam sua viagem aos EUA, sozinho, a menos de três dias do fim real de seu mandato, em avião da FAB, pago com dinheiro público, vindo dos pagadores de impostos? Renato Sau Rios - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! EducaçãoOportuno e digno de apreciação o editorial da página A-2 de A Tribuna do dia 26, intitulado Uma pauta para a Educação, em que aprecia e aborda, além do mais, a fragmentação e, certamente, estragos pela troca sucessiva de cinco comandos; por recomendar que sejam concentrados esforços na educação básica, e apontar estragos provocados por dois anos de pandemia de covid-19. Acrescento a necessidade de se implantar um modelo de educação utilitária para a vida, no dia a dia, com procedimentos práticos. Pois de que adianta, por exemplo, a criança somente decorar quais são os afluentes do Rio Amazonas, quais os últimos presidentes dos EUA etc. Caleb Soares - Santos NevascaO filme O Dia Depois de Amanhã, de 2004, já mostrou o futuro de nossa “nave mãe”, o planeta Terra. Em dose hollywoodiana, pra sacudir. Acredito que 50% das pessoas que viram deram boas gargalhadas. Que pena. Agora, vimos pelos meios de comunicação algo bem próximo disso. Nevasca registrando até -50°C no Hemisfério Norte. Já houve chuvas torrenciais, diluvianas, ondas de calor fortíssimas e incêndios florestais. Garanto que ninguém gargalhou com isso. Só que não se trata mais de aviso. O futuro chegou. Daqui a pouco, será o Hemisfério Sul. Salve-se quem puder, porque vem mais por aí. Quem viver verá e vai ser difícil gargalhar. Se bem que esse mundo é só uma passagem. Aqui não é a eternidade. Mas quase todos querem viver no conforto. Mas, com essa ganância exterminadora dos meios ambientes, a natureza nos remete ao dia depois de amanhã. Deodoro Moreira dos Santos - Santos Pelé é eternoVai-se um pedaço feliz da minha infância e adolescência em Santos. Pelé me ensinou muitas coisas. Incluindo o compromisso. Estudei ao lado da Vila Belmiro. Encerradas as aulas, corríamos para ver o final do treino do Santos. Os jogadores deixavam o campo, mas Pelé permanecia. Treinava sozinho os fundamentos do futebol, do qual ele já era Rei. Muitas vezes sob o sol escaldante. Sem falar da atenção e da gentileza com todos. Pelé nunca negou autógrafo, conversa ou cumprimento aos seus fãs. Era gentilíssimo nos autógrafos. Perguntava para quem seriam endereçados. Tinha as suas fórmulas zelosas. Todas afetivas. A visão e o pensamento... Pelé via o jogador à sua frente. O time adversário inteiro. Os seus companheiros. Todo o estádio. Jogava para o mundo e para a história do futebol a todo instante. Ele tinha consciência sobre o seu papel de mito, de lenda. A sua visão inigualável estava a serviço do pensamento. Ainda que tivesse uma fração de segundo, Pelé pensava e tomava a melhor decisão. Era simplesmente completo como atleta e sujeito histórico do esporte. Será difícil alguém superar Pelé. As estatísticas, cada passo do destino, as conquistas espetaculares. Os deuses do esporte cuidaram para que jogasse ao lado dos maiores. O Santos icônico de 1962 e 1963. As seleções de 1958, 1962 e 1970. Quem superará o gol mais lindo e simbólico do futebol? O 4 a 1 na Itália em 1970. Tostão roubando a bola na defesa. O menino Clodoaldo, que havia entregado o gol da Itália, driblando quatro adversários. A arrancada de Jairzinho, depois do passe de Rivelino. Pelé recebe na frente da área e toca para a direita, onde aparece o capitão da maior seleção de todos os tempos. Tudo é magia, encontro e beleza nesta obra-prima do esporte. Carlos Alberto faz o gol coletivo mais lindo e importante da história do futebol. Tudo conspira para a glória. É o final do jogo. A apoteose do momento épico reservado aos abençoados. Pelé foi escolhido e escolheu viver como o Rei do Futebol. Quem o viu em campo ou nas ruas da cidade de Santos jamais esquecerá. Pelé mantém vivos e encantados os meninos e as meninas guardados nos corações de cada um de nós, os seus fãs incondicionais. Todos os gols que fizemos na praia, nos clubes, nas ruas, são gols de Pelé. Pelé é eterno dentro de nós. Fábio Prieto - Santos