[[legacy_image_215331]] Dia do Médico Comemorar, sim, mas o quê? A abertura de inúmeras faculdades de Medicina sem a adequada infraestrutura para formar os futuros cuidadores da saúde de “gente humana”, muitas delas sem professores e que estão formando médicos “de qualquer jeito” para cuidar da vida? A crescente mercantilização da Medicina, a judicialização, na maioria das vezes insensata e irresponsável, da prática médica, constatar o pensamento do “salve-se quem puder”, seguido por muitos no nosso meio? As notícias quase que diárias dos jornais acerca do desvio de polpudas verbas orçamentárias da saúde, em detrimento de digna assistência aos mais necessitados? A inexistência de uma carreira médica, instrumento este que poderia fixar o profissional da medicina em lugares mais distantes, ao invés de subjugá-lo à mercê do gestor? Uma vil remuneração a quem cuida da vida, aquilo que nos é mais nobre? A infinidade de casos potencialmente curáveis e que, por conta da burocracia do sistema, se tornam irrecuperáveis, muitas vezes fatais ou apenas paliativamente controlados? Apesar de tudo, como verdadeiros médicos de homens e de almas, temos e devemos comemorar, este dia, de São Lucas, o Dia do Médico! Confraternizar sim, porque estamos vivos, porque salvamos muitas vidas colocando a nossa e a de nossos familiares em risco. Muitos morreram nas trincheiras de cada batalha travada, muitas vezes vítimas de inimigos desconhecidos. Reconhecimento? Muito poucos o fazem, através de gestos e palavras. Infelizmente, a maioria diz que é nossa obrigação, nosso dever. Médico não se fabrica, não se molda, não se planta nem se colhe. Ser médico é possuir o dom de zelar pelo bem estar físico e mental de nosso semelhante. Celebremos, portanto, o nosso dia. António Joaquim Ferreira Leal - Presidente da Associação Paulista de Medicina de Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Escolhas O leitor acusa o procurador-geral da justiça de engavetar todos os processos que estão sob sua responsabilidade, e acha que ele não os lê. Para tal afirmação, creio que o leitor deve ter lido todos os processos, que lhe deram o embasamento jurídico para afirmar que o engavetamento, se é que houve, se deu sem razão ou baseou-se em publicações do naipe da mídia que cria o neologismo “despiorou”?. Quanto à condenação do Lula, lembro que ela não foi feita pelo Moro, mas sim por todas as instâncias sulistas, por unanimidade de seus juízes, e ele está solto porque um ministro, ativista político e indicado pelo PT, decidiu, unilateralmente, pela anulação, e não absolvição, dos processos baseados num detalhe jurídico, Vara responsável, e que os casos sejam reiniciados no Distrito Federal. Quanto ao revanchismo lulista contra Moro, inferido pelo redator, será que envolverá também o retorno dos bilhões de reais arrecadados pela Lava Jato, aos corruptos? Não é difícil saber quem mais fez mal ao país, o reacionário direitista, segundo o leitor, que lutou contra a corrupção, ou a vestal Lula, e sequazes, que assaltou os cofres da União. Ademir Alonso Rodrigues - Santos Defesa do Brasil Ocorrem no 30 de outubro as eleições em segundo turno para presidente da República e governadores. Chama atenção o fato de a expectativa ser maior do que em outras eleições, pelo menos por dois fatores, primeiro pela falta de postura adequada nos discursos dos candidatos Bolsonaro e Lula, compostos tão somente de insultos, xingações tipo “você é pinguço, seu filho tem riqueza imensa e ilícita”, e Lula retrucando ao acusar de corrupção filhos de Bolsonaro. O segundo fato da expectativa é a falta de propostas concretas e viáveis para soluções que nos afligem. Quem vencer há de enfrentar enormes desafios nas áreas de desemprego, habitação, segurança e, principalmente, educação. Chamo a atenção de parlamentares eleitos ou reeleitos na Baixada Santista. É necessário relembrar o que há tempos venho debatendo: a relevância do mandato parlamentar. Sem desprezo à questão da representatividade voltada para suas cidades, não devem os parlamentares se limitarem a ficar de chapéu na mão, a implorarem verbas para seus municípios. Têm de apresentar projetos para melhorias nas áreas de educação, habitação, segurança e desemprego, entre outras. Caleb Soares - Santos