[[legacy_image_211643]] Debate 1 O debate entre os candidatos para a presidência da República, na quinta-feira (29), na TV Globo, foi marcado por fatos que, em debates passados, nunca ocorreram. Na maior parte, um candidato perguntava uma coisa e o inquirido respondia com outra coisa, gastando todo o seu tempo, não dando tempo de réplica. Sendo chamado o tempo todo de golpista, corrupto e ex-presidiário, o ex-presidente Lula puxou vários pedidos de resposta, sendo atendido. O presidente Bolsonaro não fez questão de responder sobre o orçamento secreto e de esconder as maracutaias por 100 anos. O debate teve também momentos de riso. O Padre Kelmon, que, em debates anteriores e até mesmo quinta, antes de começar, trocava papéis de pergunta e resposta com o presidente, e se irritava quando era chamado de “cabo eleitoral” de Bolsonaro. Nos dois debates, o que me chamou a atenção foi a “declaração ideológica do Padre Kelmon”. Sempre demonizando as esquerdas, fazendo questão de se dizer direitista convicto. Como será que esse padre trata seus fiéis, em sua paróquia, no caso de eles terem ideologias esquerdistas, diferentes da sua? Josemilton de S. e Silva - Vicente de Carvalho Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Debate 2 O que se viu nesta quinta-feira (29) no debate dos presidenciáveis foi o espetáculo mais grotesco de incivilidade e desprezo aos grandes problemas nacionais. Deu vergonha de ser brasileiro. Os candidatos protagonizaram um triste espetáculo circense, no qual o palhaço somos nós, pagadores de impostos e eleitores. Nenhum candidato se prestou a discutir os relevantes temas que afligem os brasileiros – que estão pouco se importando o que é esquerda ou direita, mas, sim, estão preocupados com o desemprego, com a fome, com a bandidagem. De um lado: figuras folclóricas, completamente desconhecidas do grande público, que não conseguem articular uma frase inteira sem tripudiar a gramática e ofendem a inteligência do brasileiro. Do outro lado: os velhos políticos de sempre, disputando quem é menos ladrão, menos corrupto e menos mentiroso. Arnaldo Luiz Correa - Santos A não visita 1 Em sua “desnecessária” crítica ao presidente Bolsonaro, nesta coluna de quinta (29), por ele estar em horário de expediente participando de uma motociata, o senhor Evaldo Stanislau mostra bem o seu DNA de político. Estamos em época de eleições! Só o fato de o presidente não estar preso e nem sendo processado por corrupção já lhe dá esse direito. Agora, eu pergunto: e esse pessoal que acompanha o presidente na motociata, o que o senhor tem a dizer? Pau que bate em Francisco também bate em Chico. João Horácio Caramez – Santos A não visita 2 A carta publicada quinta (29) pelo leitor Evaldo Stanislau estaria correta, e imune a reparos, se não tivesse, ela também, viés nitidamente eleitoreiro. Ganharia precisão se observasse que todos os candidatos à reeleição, em qualquer cargo público, de todos os partidos, e em todas as eleições, incorrem no mesmo tipo de conduta, quando em campanha eleitoral, valendo-se das vantagens inerentes aos cargos que ocupam. Inclusive, os recentes presidentes filiados ao PT que, quando em campanha para suas reeleições, colocaram ainda mais às claras sua notória dificuldade para separar o público do privado. Vale lembrar declaração da ex-presidente Dilma sobre eleições: “Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição!” Infelizmente, não há exceções; e o mal, em verdade, está na própria reeleição, que é absolutamente deletéria à democracia, e que só interessa à classe política. Francisco M. De Luca Ribeiro - Santos Reeleição Quanto mais a democracia se consolida no País, mais nefasta se mostra a reeleição a cargos do Poder Executivo, que oferece enormes vantagens aos atuais mandatários, (sejam eles quem forem), em prejuízo dos demais concorrentes. Os próprios ministros do STF entendem que há desequilíbrio de poder. O presidente Bolsonaro também teria se pronunciado contra a reeleição em 2018. Lula e Ciro Gomes, em recentes declarações, afirmaram que, se eleitos, não concorrerão a novo mandato. Simone Tebet, além de se posicionar contra, ainda afirmou que a reeleição é um dos maiores problemas do Brasil, comprometendo-se a registrar em cartório um documento deixando clara sua posição sobre o assunto. Para tentar a reeleição, o presidente precisa viajar em campanha por todo o País, ausentando-se de suas funções normais e pode até, se quiser, usar funcionários e estrutura do Governo a seu favor, embora isso seja uma atitude nada republicana. Infelizmente, poucos parlamentares se posicionam sobre o assunto. Orlando Machado - Santos