[[legacy_image_287394]] Livro e violênciaNão se trata de substituir livro impresso por digital o que propõe o Governo de São Paulo. Trata-se de substituir livro por slides. Ora, para muitas crianças, a oportunidade de ter contato com um livro pela primeira vez é na escola. Esse direito está sendo tolhido. Em outra frente, uma violência oficial em comunidades (onde vivem essas crianças cujos livros lhes serão tirados), chamada eufemisticamente de “operação”. Não há o que contemporizar: é um disparate. E aí? Wagner de Alcântara Aragão - Santos Túnel de Santos Eu gostaria de complementar o relato do leitor que mencionou o péssimo estado de conservação do túnel de Santos (carta publicada na terça-feira). O gradil da ciclovia que se encontra no interior do túnel está retorcido, quebrado e mal iluminado, o que representa um enorme risco para os ciclistas. Marcelo Lemos Correia - Santos Operação Escudo A Operação Escudo, deflagrada após a morte do soldado Patrick Bastos dos Reis, teve um saldo até agora de 479,8 quilos de entorpecentes, 16 mortes, 160 presos, 22 armas apreendidas, entre pistolas e fuzis, e carros e motos averiguadas. Começo perguntando: será que as 22 armas estão fazendo falta para a bandidagem? Dos carros e motos averiguados, quantos foram apreendidos e quantos foram devolvidos aos seus legítimos donos? Por fim, dos 160 presos, quantos ainda permanecem encarcerados? Talvez uns 10, 12, ou uns 15, no máximo? Se essa quantidade continua presa, o povo pode considerar uma vitória sobre o sistema advocatício do Estado, que legisla mais a favor da bandidagem do que em benefício do povo. Já pensaram que se os 145 restantes que foram soltos tiverem que pagar os honorários dos advogados, eles terão que ir trabalhar novamente (roubar) para honrar suas dívidas com os seus defensores. Josemilton de S. e Silva - Vicente de Carvalho Estação da Cidadania Lugar bucólico e extremamente bem cuidado, foi o local escolhido para apresentação do grupo Cantos Literários, formado por Clara Snifer, Eunice Tomé, Marcia Guizelini Jardim e Plácido Pereira, violão 7 cordas, tendo como proposta contar a história da Música Popular Brasileira sobre o Tropicalismo, que perdura até hoje, influenciando gerações pós-banquinho e violão. Foi uma geleia geral, tendo como artistas principais Caetano Veloso e Gilberto Gil, Tom Zé, Torquato Neto, Capinan, Gal Costa, Os Mutantes, numa época efervescente na música e na política. Um público entusiasmado, cantando cada música, com a presença do prefeito Rogério Santos (PSDB), que tem participado de diversos eventos culturais, sempre se colocando à disposição dos artistas. Parabéns aos organizadores do evento. Obed Zelinschi de Arruda - Santos Jornada extra Proposta do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) cria a jornada extra para os guardas municipais. Enquanto o mundo discute a redução da carga horária no trabalho, o nobre deputado cria um penduricalho, argumentando com outro penduricalho. O policial militar, depois de cumprir seu horário de trabalho, vai fazer seu ‘bico’, servindo de segurança em portas de estabelecimentos comerciais, auxiliando em escoltas armadas entre outros serviços. Imaginem a sobrecarga desse policial, pois, invariavelmente, além do estresse, vai integrar aquele extra, aquele ‘bico’ ao seu orçamento familiar, nunca mais se livrando daquele ‘bico’. Propor que a guarda municipal faça hora extra é um erro com a corporação, bem como com as prefeituras. Nobre deputado, proponha aumento real de salário, não use o “voluntariado” como forma de atenuação de uma proposta que joga as guardas municipais num buraco sem fim. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Próximo Lisca, Odair Hellmann, Paulo Turra e agora Diego Aguirre, todos técnicos do Santos FC, trocados como se troca de roupa. O técnico já chega balançando. Quem será a próxima vítima? João Horácio Caramez - Santos Papa Francisco Por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, estou em Braga, Portugal, onde acompanho os noticiários da TV. Surpreendi-me ao saber que a segurança do papa, composta tradicionalmente pela Guarda Suíça, portava todos pistolas Glock 9 mm. Nas eleições de 2022 o arcebispo de Aparecida, dom Fernando Brand, declarara que “precisamos de uma pátria amada e não de uma pátria armada”. Ora, pura hipocrisia dele e jogada de marketing. Seria bom que ele alertasse ao “chefe” pontífice que armas são objetos demoníacos e só servem para o proselitismo. Mas a culpa persiste sendo do Bolsonaro. Evandro Duarte - Braga