[[legacy_image_131301]] Faixa Viva Plenamente de acordo com o leitor Pedro dos Santos Neto quando define que no leito carroçável a preferência é do veículo e na calçada, do pedestre. Note-se que depois que insanos orientaram o coitado do pedestre a levantar a mão e atravessar quaisquer vias, vemos pessoas tentando cruzar a rua até sob o semáforo, mesmo estando este aberto aos veículos. Ora, algo sem o menor cabimento, pois, se o local tem grande afluxo de pedestres, que se instale semáforo a eles destinado, isso sim representa segurança, mas nessas faixas, cuja pintura é caríssima, certos motoristas, de acordo com a distância, velocidade, percepção e outras variáveis, freiam, outros não, alguns pedestres seguem, outros se retraem . Enfim, verdadeira bagunça. Luiz Alberto dos Reis - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Lendas urbanasEntra ano e sai ano e sempre as mesmas desculpas já esfarrapadas referentes à demora para a travessia via balsa de Santos para Guarujá. Entra ano e sai ano, entra político e sai político e as mesmas promessas seguidas de mais desculpas esfarrapadas para a construção da ponte ou túnel que faria a ligação seca entre as duas cidades. E para cada ano uma nova promessa, um novo conto da Dna, Carochinha e a população fica a ver navios, literalmente. E olha que essa lenda já é antiga, hein! Assim como a ligação seca, temos também outras lendas urbanas como o túnel que ligaria a zona leste com a noroeste, o aeroporto, enfim, como sonhar ainda é de graça, não custa nada acreditar, né? Devemos ter a esperança que um dia aparecerá alguém com boa vontade e capacidade de resolver e fazer. Até lá, nos resta chorar na fila derramada. Adilson de Almeida Moreira - Santos Nossos políticos A capacidade de criação de projetos inúteis de alguns de nossos políticos locais é, de fato, elogiavelmente triste. Em maio passado, um projeto do vereador Chico Nogueira foi aprovado pela Câmara de Santos para criar um mausoléu para vítimas de assassinatos ocorridos há 15 anos. Se não bastasse tal sandice, nessa semana houve a proposta de um vereador para a criação de um espaço para que os motoqueiros possam fazer suas firulas ali, ao invés das ruas. E tem mais, leio hoje que a Comissão de Justiça e Redação da Assembléia está "debruçada" na análise do projeto do deputado Frederico D'Avila para a mudança do nome da Via Imigrantes para Joseph Safra. E para finalizar, a Câmara de PG aprovou projeto para que os ambulantes sejam considerados patrimônio cultural de natureza imaterial da Cidade e, para não ficar para trás, o suplente Danilo Alves deixou um projeto de lei para que declarem patrimônio imaterial de Santos as escolas de samba X9 e Brasil. Como se vê, são projetos que irão melhorar, em muito, a vida cultural e econômica dos munícipes. Enquanto isto, a Orquestra do Grupo Pão de Açúcar encerra suas atividades deixando ao léu 30 estudantes que fazem parte de um programa social. Até agora não se viu um projeto vindo dos políticos para dar continuidade à Orquestra. Ademir Alonso Rodrigues - Santos Via Imigrantes Na coluna Dia a Dia de sábado foi comentada a proposta de um deputado estadual que pretende alterar o nome da Rodovia dos Imigrantes para Rodovia Joseph Safra. Alega o deputado que o atual nome da rodovia não homenageia uma personalidade específica. Dai, a proposta de homenagear o imigrante, coincidentemente, o banqueiro mais rico do mundo até seu falecimento. Talvez o deputado tenha se esquecido que milhares de usuários da rodovia, ao adentrar a mesma, em algum momento, tenham relembrado de seus antepassados, fossem eles italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, árabes, turcos, e mais uma fileira enorme de origens que, anonimamente, ajudaram a desenvolver e criar uma pátria que hoje herdamos. Nobre deputado, ao deixar de homenagear os anônimos e humildes que ajudaram a criar essa nação, não se esqueça que, com certeza, muitos de seus descendentes, também de forma anônima, ajudaram a elegê-lo. Falar sobre o tempo perdido com um projeto desses, financiado com dinheiro público que paga seu salário, já seria tema para uma crônica, que sugiro aos mais preparados do que eu. Antonio Eduardo M Ricaldi - Santos