(Valter Campanato/Agência Brasil) Projeto desumano Absurdo o projeto de lei do vereador Rubinho Nunes (União), da Capital, que determinava multas a quem praticasse a caridade de doar comida à população de rua de São Paulo. A que ponto chegamos? Trata-se de uma atitude desumana no parlamento de uma das maiores metrópoles do mundo. Uma cidade com pessoas se proliferando pelas praças e ruas, sozinhas ou em famílias que não têm nada na vida, em total pobreza. Como um vereador, em seu pensamento reduzido e limitado, quer negar a essas pessoas um prato de comida? Estamos em ano de eleições e temos que pensar bem em quem vamos votar. Célio Borba - Curitiba (PR) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Inclusão Escrevo para agradecer ao 10º Santos Film Fest pela oportunidade de poder levar meus filhos à maravilhosa e bem estruturada tenda montada em frente à Lagoa da Saudade, no Morro Nova Cintra, para poder ver curtas brasileiros e um longa de animação muito legal. Trata-se de um festival que pensa em espalhar cultura e oferecer arte a quem nem sempre tem condições financeiras de comprar ingressos. Longa vida ao Santos Film Fest! Juliana Dias Andrade - Santos Fome insaciável Mesmo sabedor da falta de recursos em caixa, o Congresso continua a pressionar o Governo Federal para liberar todas as emendas. Para melhor entendimento, trata-se da bagatela de R\$ 44,670 bilhões para 2024, sendo R\$ 25 bilhões em emendas individuais, R\$ 11 bilhões em emendas de comissões e R\$ 8,5 bilhões em emendas de bancadas estaduais. O Planalto procura resistir a essa fome insaciável, pois está cumprindo o acordo feito de pagar as emendas individuais até o início da restrição eleitoral. A nova queda de braço é para que sejam pagas, também, as emendas de comissões que não são impositivas e não têm data para efetivação. Mas pouco importa: querem o pagamento total antes das eleições ou virão represálias. Esse aperto tresloucado e impatriótico engessará ainda mais os cofres do Executivo. Depois cobram corte de gastos, déficit zero, dólar mais baixo e inflação dentro da meta. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Hamurabi Hamurabi foi o sexto rei da Babilônia. Criou o primeiro código penal da História. Apesar de ter mais de 3.800 anos, é atualíssimo. Tipificava crimes que afligem o nosso povo atualmente: roubo, receptação, estupro, família (violência doméstica), escravos, ajuda a fugitivos e falso testemunho. Punia um criminoso de forma semelhante ao crime cometido, entre outros pontos, inclusive com castigo para juiz que vendia sentenças - ou seja, não dá para ser mais atual. Com esse código, houve um decréscimo dos crimes. Nos dias de hoje, com a situação que os congressistas nos impõem quanto à insegurança (não todos, mas a maioria), o Código de Hamurabi se torna inspirador. Ou estou errado? Pedro dos Santos Neto - Santos Segurança Concordamos com o leitor que pediu foco no combate aos arrastões que ocorrem na Baixada Santista e que as nossas competentes polícias Civil e Militar se empenham em mitigar. É preciso que nossos deputados federais e senadores possam, em caráter urgente, elaborar leis mais rígidas no combate à criminalidade, pois hoje a polícia faz um trabalho eficiente, mas a lei, logo em seguida, permite a soltura de presos devido às brechas da legislação. Se muitos países conseguem recuperar com dignidade os presidiários, por que no Brasil isso não ocorre? Grupo de Proteção da Família e da Cidadania Privatização Privatizar tem um efeito devastador numa sociedade. Um exemplo disso é a Cosipa, que foi privatizada em 1993 e, à época, inúmeros funcionários prestes a se aposentar acabaram demitidos. Hoje, a Usiminas nem aço fabrica mais em Cubatão. Outro exemplo é a Enel, em São Paulo. Na Capital, a energia elétrica foi privatizada em 1999 e hoje a população lida com péssimo serviço, ficando sem luz. Privatizar, com poucas exceções, pode elevar os preços dos serviços e afetar a qualidade deles, com o ônus devastador do desemprego. Henrique M. C. Cruz - Santos Queimadas É preocupante a crise ambiental que assola a Amazônia. As queimadas são resultado da ação de grileiros e do setor agropecuário ganancioso. Esses incêndios não são acidentais, mas deliberados, visando expandir atividades econômicas sem considerar o impacto devastador na biodiversidade e nas comunidades indígenas. Além de ser um desastre ambiental, as queimadas comprometem o papel crucial da Amazônia na mitigação das mudanças climáticas. É crucial enfrentar essa realidade desconfortável, reconhecendo que as queimadas são sintomas de um problema maior: a ganância humana e a falha em proteger os recursos naturais essenciais. Uma ação imediata e efetiva é necessária para proteger a Amazônia e seu papel vital no equilíbrio ambiental global. Gilberto Pereira Tiriba - Santos