Cultura do Estupro Nós, Promotoras Legais Populares de São Vicente, expressamos nosso apoio à Frente pela Legalização do Aborto da Baixada Santista que publicou artigo neste jornal, no dia 27/08/2020. Em um país onde a cultura do estupro nos violenta diariamente, contabilizamos 180 estupros por dia. A cada hora, quatro meninas com menos de 13 anos são violentadas, segundo o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Não podemos ficar de braços cruzados. É preciso separar a posição individual do direito coletivo. É fundamental a existência de leis que garantam justiça reprodutiva. Concordamos que a discussão sobre educação sexual, direito ao aborto e o problema estrutural da violência sexual são inseparáveis. E, na nossa região, é mais do que urgente que o Hospital Guilherme Álvaro passe a oferecer o serviço de aborto legal. Promotoras Legais Populares de São Vicente Símbolos nacionais O jornal A Tribuna tem mostrado nesta coluna assuntos de diferentes autores, porém que se complementam. No espaço Do Leitor, Valter José Vieira comenta, com toda razão, o descaso dos brasileiros em relação a seus símbolos nacionais, como bandeira e hino. Sobre a bandeira, percebemos repetidamente a desobediência à legislação. Bandeiras rasgadas, sem iluminação à noite e desobediência quanto aos locais com hasteamento obrigatório, como manda a Lei 5.700 de 1º/09/1971. Quando alguma autoridade determina luto oficial, seja federal, estadual ou municipal, a confusão é generalizada. Com certeza, muitas pessoas não sabem cantar os seus versos do hino nacional. A coluna Dia a Dia relata ação do vereador santista, Roberto de Jesus, ao apresentar requerimento ao Executivo, para implantar as matérias Educação Moral e Cívica e Organização Social na grade curricular das escolas municipais. Parabéns ao prezado vereador! Mas, imagino que sua solicitação terá muita dificuldade em ser aceita. Esses símbolos são vistos como antidemocráticos e resquícios da Ditadura. Eu, quando jovem, tive as matérias Moral e Cívica e OSPB e me orgulho muito pelo conhecimento adquirido. Antonio Carlos de Moura - Santos Ruínas O editorial intitulado "patrimônio ao relento" mostra uma situação inaceitável. Como interpretar os procedimentos das autoridades que, de tempos em tempos, anunciam possibilidade de uso de um imóvel que está em ruínas e com risco de desabamento? Por sinal, é mais um empreendimento na nossa Cidade que não sai do papel, como a ligação Santos/Guarujá, o túnel de ligação com a Zona Noroeste, as enchentes que atingem aquela região. E tudo se completa com a proposta não implementada do Alegra Centro. Como podemos concluir, é preciso que os segmentos que integram a nossa sociedade atuem em conjunto, cobrando as providências necessárias dos organismos públicos. Uriel Villas Boas - Santos Obras importantes Paulo Alexandre Barbosa fez excelente abordagem histórica sobre a Zona Noroeste na década de 1950, local onde predominavam manguezais e charcos. Por estar a dois metros do nível do mar, é cheia de problemas, principalmente quando chove. Essas áreas foram aterradas e loteadas a baixo preço e com facilidades para, em grande parte para famílias de migrantes nordestinos, que vieram em busca de trabalho e sonho, fixaram residência e, bravamente, participam da vida cotidiana da Cidade. Para atenuar essas carências, o poder público, com obras de infraestrutura e planejamento, além de vontade política, sem dúvida dará uma resposta a essa demanda. Felizmente, é o que está acontecendo, com várias obras importantes em andamento. É isso que se espera de um gestor público comprometido com a população. Obed Zelinschi de Arruda - Santos Marcas da Pandemia Tenho acompanhado os artigos de domingo publicados na página Marcas da Pandemia. Delícia de textos, com pessoas diferentes, que nos acalmam a alma por encontrar ali gente que pensa e sente como nós. De alguma forma, esses artigos nos fazem entender que não estamos sozinhos. Maria Cecília Amoreira - Santos