[[legacy_image_164615]] Prédio sem garagem (1)Com bastante surpresa, li a matéria publicada em A Tribuna de domingo sobre a Prefeitura de Santos pretender incentivar a construção de prédios sem garagens. Pelo texto, já aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), os construtores poderão erguer edifícios habitacionais sem separar um único espaço para garagens ou poderão oferecer a quantidade que desejarem, de acordo com o tipo de empreendimento que planejam lançar. A justificativa é tragicômica: “O jovem hoje não quer mais ter carro e estamos investindo em transporte de qualidade, como o VLT. Então, a gente abre para o mercado essa desobrigação (de garagens)”. Sou santista, tenho 81 anos e morei vários anos em nossa querida cidade. Assim, gostaria de lembrar que Santos já teve o melhor serviço de bondes elétricos do Brasil. Mas esse serviço foi desativado e os trilhos retirados, pois comprometiam o trânsito de carros e uma frota de ônibus insuficiente para a população. Posteriormente, apareceram os ônibus elétricos, que pouco duraram e constantemente escapavam dos fios muito mal instalados. Agora surgiu o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT); trilhos estes que, desta vez, não devem atrapalhar a futura provável pequena frota de carros, substituídos pelos VLTs . Luiz Antônio Alves de Souza - São Paulo Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Prédio sem garagem (2)Essa nova lei em discussão é patética. Os custos com a não obrigatoriedade da construção de garagens de maneira alguma trarão descontos na compra dos imóveis, além do transporte público ser ineficiente e caro, para que as pessoas abram mão de ter carro ou moto. Santos cada vez mais elitista. Vinicius dos Santos - São Vicente Prédio sem garagem (3)Interessante o projeto do secretário do Desenvolvimento Urbano de Santos, Glaucus Farinello, sobre a não obrigatoriedade de vagas de garagem para os apartamentos em edifícios a serem construídos. Não só concordo como vou além: que juntamente com a discussão desse projeto na Câmara de Santos agregue-se a extinção dessa secretaria, ou então que se troque de secretário, que deveria estar ciente do atual problema para se achar uma vaga nas ruas de Santos para se estacionar. A sorte do santista é que os vereadores de Santos são todos pessoas inteligentes e não aprovarão esse projeto. Pedro dos Santos Neto - Santos MáscarasLendo a coluna do leitor de domingo, concordo plenamente com o sr. Lufe, que expôs sua preocupação com a retirada precoce do uso de máscaras. Tenho uma amiga que mora na Áustria, e lá também aboliram, faz duas semanas, o uso de máscaras. Desde então houve uma explosão dos casos de covid, que fizeram com que o uso fosse novamente obrigatório. Mas neste intervalo de tempo, minha amiga, o marido e o pai contraíram a subvariante Ômicron, mesmo estando vacinados com a terceira dose. Como enfermeira, não consigo entender tal medida precoce, ao meu ver pelas autoridades, uma vez que a pandemia ainda nem foi classificada como epidemia. Com o Carnaval (fora de época) chegando no Brasil, e com diversas aglomerações ocorrendo, não me sinto nem um pouco segura em abolir o uso de máscaras! Cristina Ferreira - Campinas Moradores de ruaAs políticas públicas para o pessoal que vive em situação de rua praticamente não existem. Há um abrigo solidário no Bairro Quietude, em Praia Grande, onde vários ficam embaixo de toldo, que não protege do sol causticante e da chuva. Encolhidos, molham a roupa do corpo e são obrigados a permanecer assim. Imagine o que pode acontecer em decorrência disso, em um corpo já debilitado. É uma perversidade. Eu me refiro a Praia Grande, mas essa situação se observa em todo o Litoral. Qual é o conceito que esses prefeitos e demais políticos têm a respeito? Expulsam o pessoal em situação de rua, não oferecendo nenhum acolhimento. Deveriam ser acolhidos com humanidade, orientados adequadamente, encaminhados para retirarem documentos, para frentes de trabalho, cursos profissionalizantes, resgate da família. Assim, evita-se a piora no comportamento, na revolta, nos vários delitos contra turistas e a sociedade. Severino P. Silva - Praia Grande